Foi isso que aconteceu com a Virgínia durante desfile na Sapucaí

A estreia de Virgínia Fonseca como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio, na Marquês de Sapucaí, marcou um dos momentos mais comentados do Carnaval 2026. A influenciadora, que assumiu o posto anteriormente ocupado por nomes consagrados, desfilou em meio a expectativas altas e uma fantasia tecnológica que homenageava o manguebeat. Apesar do brilho da avenida e da atenção que atraiu para a escola de Duque de Caxias, o percurso não foi tranquilo, transformando a noite em uma mistura de emoção e desafios inesperados.
Logo no início da evolução, problemas com a fantasia começaram a aparecer. O tapa-sexo, peça essencial para a segurança e o conforto, descolou parcialmente durante o samba, obrigando Virgínia a ajustar os movimentos com mais cautela para evitar qualquer exposição indesejada. Esse imprevisto exigiu dela uma concentração extra, já que a avenida demanda fluidez e entrega total, e qualquer ajuste pode interferir no ritmo da bateria.
Outro grande obstáculo veio do costeiro, uma parte pesada da fantasia que chegava a pesar cerca de 12 quilos. Os ombros e as costas da rainha sofreram intensamente com o peso, gerando dores agudas que quase a fizeram desistir emocionalmente. Ainda na avenida, ela precisou pedir para retirar parte da estrutura, terminando o desfile sem o acessório completo e visivelmente aliviada, mas marcada pelo desconforto físico.
Após cruzar a apoteose, Virgínia desabafou em uma live nas redes sociais sobre o quanto a experiência foi intensa. Ela confessou que sentiu muita dor, chegou a achar que iria chorar de tanto sofrimento e descreveu o ombro vermelho e latejante. Mesmo assim, demonstrou gratidão pelo apoio da escola e pelo momento único de estar na Sapucaí, destacando que a ficha ainda não havia caído completamente.
Além dos perrengues técnicos, o desfile envolveu outros episódios de tensão. Houve tumulto na chegada ao sambódromo, com empurra-empurra e intervenção de seguranças, e parte do público manifestou descontentamento com vaias, alguns gritando nomes de rainhas anteriores em comparação direta. Esses momentos adicionaram pressão extra à estreia, que já carregava o peso de substituir uma figura querida pela comunidade do samba.
Apesar das dificuldades, Virgínia completou o percurso com determinação e chamou atenção positiva pela ousadia e pelo visual impactante da fantasia. A Grande Rio terminou a apuração em oitavo lugar, ficando fora do Desfile das Campeãs, mas a escola confirmou a permanência dela como rainha para 2027, sinalizando que a parceria continua e que há espaço para evolução no próximo ano.
A experiência de Virgínia na Sapucaí resume bem o espírito do carnaval: uma celebração grandiosa que nem sempre é perfeita, cheia de imprevistos, dores e alegrias misturadas. Ela saiu da avenida mais forte, com lições aprendidas e o carinho de quem acompanhou sua jornada, provando que estrear no maior espetáculo da Terra exige coragem, resiliência e, acima de tudo, paixão pelo samba.





