Fux também estava no voo de André Mendonça, cancelado por falha antes da decolagem

Um voo comercial da LATAM que levava os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Luiz Fux foi cancelado na noite de quinta-feira (19 de março) em Brasília por causa de uma falha mecânica identificada na aeronave. O incidente ocorreu momentos após o embarque ser concluído e as portas da cabine serem fechadas, quando a tripulação ainda preparava o taxiamento para a decolagem com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A decisão de abortar a operação seguiu rigorosamente o protocolo de segurança da aviação civil, evitando qualquer risco aos passageiros e à equipe.
O voo, identificado como LATAM 3796, estava programado para deixar a capital federal poucas horas depois do encerramento de uma sessão plenária no STF. Tanto Mendonça quanto Fux participaram dos trabalhos do dia na Corte e optaram pelo trajeto aéreo para retornar ao Rio, onde residem. A presença dos dois magistrados a bordo transformou o ocorrido em tema de atenção imediata, embora as autoridades judiciais tenham mantido discrição sobre o episódio.
De acordo com relatos iniciais, o comandante detectou a anomalia técnica durante as verificações finais em solo. A aeronave não chegou a se movimentar pela pista, o que limitou o incidente a um procedimento de solo. Todos os ocupantes foram desembarcados de forma ordenada, sem registro de pânico ou lesões. A companhia aérea providenciou o realocamento dos passageiros em outros voos disponíveis ainda na mesma noite.
Mendonça e Fux, assim como a maioria dos viajantes, conseguiram remarcar suas passagens em alternativas comerciais e chegaram ao Rio de Janeiro sem maiores contratempos poucas horas depois. Fontes próximas aos ministros confirmaram que a viagem transcorreu normalmente após a troca de aeronave, reforçando que o cancelamento não interferiu em compromissos oficiais agendados para o dia seguinte.
A LATAM limitou-se a informar que o cancelamento foi motivado por “questões operacionais de manutenção” e que a segurança dos clientes permanece prioridade absoluta. Não foram divulgados detalhes específicos sobre o tipo de falha ou o modelo da aeronave envolvida, embora testemunhas mencionem um Airbus de médio porte. Técnicos da empresa iniciaram imediatamente a inspeção para liberar a aeronave ao tráfego.
Nas redes sociais, o caso ganhou repercussão rápida, com usuários destacando a coincidência da presença de dois ministros do STF em um voo interrompido por motivo técnico. Alguns internautas recordaram episódios históricos da aviação envolvendo autoridades, mas sem qualquer indício de irregularidade ou suspeita além do problema mecânico rotineiro. A discussão, até o momento, permanece centrada na eficiência dos protocolos de segurança.
O episódio serve como lembrete da rigidez dos padrões internacionais de aviação, que priorizam a prevenção de qualquer risco mesmo em situações aparentemente menores. Tanto a Agência Nacional de Aviação Civil quanto o fabricante da aeronave devem acompanhar o relatório final da companhia. Até o fechamento desta edição, não havia registro de impactos adicionais na operação da LATAM ou na agenda dos ministros.



