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GO: secretário de prefeitura atira contra filhos e tira a própria vida

A cidade de Itumbiara, no sul de Goiás, amanheceu em silêncio nesta quinta-feira, 12 de fevereiro. O que era para ser mais um dia comum se transformou em um momento de luto e perplexidade. O secretário de Governo do município, Thales Machado, morreu após um episódio que envolveu seus dois filhos dentro do condomínio onde a família morava. Ele era genro do prefeito Dione Araújo, do União Brasil.

Segundo informações preliminares, Thales teria feito disparos contra as crianças e, em seguida, tirado a própria vida. As circunstâncias ainda estão sendo apuradas oficialmente. A Polícia Civil de Goiás abriu inquérito para investigar o caso e entender o que aconteceu nas horas que antecederam a ocorrência.

O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu. O irmão mais novo permanece internado no Hospital Estadual de Itumbiara, em estado grave, sob cuidados intensivos.

A notícia se espalhou rapidamente pela cidade, que tem pouco mais de 100 mil habitantes e onde boa parte das pessoas se conhece, nem que seja de vista. Em grupos de mensagens e nas redes sociais, o clima era de incredulidade. Muitos moradores relatavam dificuldade em entender como algo assim poderia acontecer dentro de uma família conhecida na comunidade.

Horas antes do ocorrido, Thales havia feito uma publicação nas redes sociais. A mensagem era simples e carregada de afeto: “Que Deus abençoe sempre meus filho. Papai ama muito”. O texto, que poderia passar despercebido em qualquer outro contexto, ganhou contornos ainda mais dolorosos após os acontecimentos. Internautas resgataram a postagem e compartilharam palavras de tristeza.

A Escola Gabarito, onde Miguel estudava, também se manifestou publicamente. Em nota, a instituição lamentou a perda do aluno e prestou solidariedade aos familiares e amigos. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com seus amigos e familiares, desejando força e conforto a todos”, destacou o comunicado. Colegas e pais de estudantes deixaram mensagens de apoio nos comentários.

Até o momento, não há detalhes oficiais sobre a dinâmica do caso. A perícia esteve no condomínio e testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias. A Polícia Civil informou que o objetivo é esclarecer todas as circunstâncias e evitar conclusões precipitadas.

Em situações como essa, especialistas costumam reforçar a importância de tratar o assunto com responsabilidade. Além do impacto imediato na família, há reflexos emocionais profundos na comunidade. Escolas, vizinhos e amigos acabam envolvidos em um processo coletivo de luto e busca por respostas.

O episódio também reacende uma discussão que tem ganhado espaço nos últimos anos: a necessidade de atenção à saúde mental. Pressões pessoais, profissionais e familiares podem se acumular de forma silenciosa. Buscar ajuda, conversar com amigos, procurar acompanhamento psicológico são atitudes que podem fazer diferença em momentos de sofrimento intenso.

Enquanto a investigação segue, Itumbiara tenta encontrar alguma forma de seguir em frente. A prioridade agora é o cuidado com o menino internado e o apoio à família enlutada. Em meio à dor, fica o apelo por empatia e responsabilidade ao compartilhar informações, respeitando a memória de quem partiu e a sensibilidade de quem ficou.

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