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Goleiro Bruno assina com clube que tem 4 jogadores investigados por crime sexual

A volta do goleiro Bruno Fernandes ao futebol acreano reacendeu debates que vão muito além das quatro linhas. Aos 41 anos, o atleta iniciou os treinamentos com o Vasco-AC visando a disputa da Copa do Brasil, competição que tradicionalmente projeta clubes regionais no cenário nacional. As primeiras imagens do jogador na Arena da Floresta, em Rio Branco, circularam nas redes sociais e rapidamente ganharam repercussão, dividindo opiniões entre torcedores e especialistas.

O retorno ao Acre marca mais um capítulo da trajetória do goleiro, que já havia defendido o Rio Branco em 2022. Agora, ao vestir a camisa do Vasco-AC, o atleta chega com a missão de agregar experiência a um elenco que busca surpreender na Copa do Brasil. Internamente, a diretoria aposta no impacto esportivo da contratação, principalmente pelo histórico do jogador em competições nacionais e pela liderança que pode exercer junto aos mais jovens.

Entretanto, a contratação ocorre em meio a um contexto delicado. Bruno foi condenado a 22 anos de prisão pela morte da modelo Elisa Samúdio, mãe de seu filho. O caso teve ampla repercussão nacional e marcou profundamente a opinião pública. Após cumprir parte da pena, o goleiro passou a buscar oportunidades em clubes de menor expressão, tentando reconstruir a carreira no futebol brasileiro. Desde então, cada novo contrato firmado pelo atleta tem sido acompanhado por intensos debates nas redes sociais e na imprensa.

Além da repercussão envolvendo o histórico do goleiro, o próprio Vasco-AC enfrenta um momento de atenção fora de campo. Quatro jogadores do elenco são investigados por suspeita de crime contra duas mulheres em um episódio ocorrido em fevereiro, dentro do alojamento do clube, em Rio Branco. O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que conduz as apurações. Um dos atletas chegou a ser detido e teve a situação analisada em audiência de custódia, enquanto os demais se comprometeram a prestar esclarecimentos às autoridades.

Em nota oficial, o clube afirmou que não compactua com qualquer conduta ilegal e ressaltou que acompanha o andamento das investigações. A direção destacou que medidas internas poderão ser adotadas conforme o desdobramento do caso, reforçando o compromisso institucional com a transparência e o respeito às normas. O posicionamento buscou preservar a imagem da equipe em um momento decisivo da temporada, justamente às vésperas de uma competição de grande visibilidade nacional.

A defesa dos jogadores investigados sustenta que houve consentimento na relação e afirma que todos são réus primários, sem antecedentes criminais. O advogado responsável declarou que seus clientes pretendem colaborar com as investigações e que irão se apresentar espontaneamente à autoridade policial. O caso segue sob análise, e qualquer decisão dependerá do avanço das diligências conduzidas pela polícia.

Dentro desse cenário, a preparação do Vasco-AC para a Copa do Brasil ganha contornos ainda mais complexos. O retorno de Bruno Fernandes ao futebol acreano e as investigações envolvendo integrantes do elenco colocam o clube no centro das atenções. Para parte da torcida, o foco deve permanecer no desempenho esportivo; para outros, questões éticas e institucionais não podem ser ignoradas. Enquanto a bola não rola, o debate continua intenso, mostrando como o futebol, mais uma vez, ultrapassa os limites do campo e se conecta diretamente com temas sensíveis da sociedade brasileira.

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