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Goleiro Bruno fala sobre o paradeiro do corpo de Eliza Samudio

Mais de uma década depois de um dos casos criminais mais comentados do país, o nome de Eliza Samudio voltou ao centro do debate público. Desta vez, o motivo foi uma declaração forte de Bruninho, hoje adolescente, que reacendeu uma ferida ainda aberta: o paradeiro do corpo da mãe, que nunca foi localizado. A fala do jovem, ao dizer que abriria mão da pensão devida pelo pai em troca de informações, trouxe à tona sentimentos antigos e perguntas que seguem sem resposta desde 2010.

O goleiro Bruno, pai de Bruninho, comentou recentemente o posicionamento do filho e classificou a atitude como impactante. Em entrevista, ele afirmou compreender a dor do adolescente e reconheceu que o pedido revela algo maior do que uma questão financeira. Para Bruno, trata-se da busca por encerramento, por respostas que o tempo e o processo judicial não conseguiram oferecer.

Condenado em 2013 a mais de 20 anos de prisão, Bruno cumpriu parte da pena até 2019, quando passou a responder em liberdade condicional. Desde então, suas falas públicas costumam gerar repercussão imediata. Desta vez, o foco foi direto e delicado: o destino do corpo de Eliza Samudio. Questionado de forma objetiva, ele negou ter qualquer informação concreta sobre o assunto.

Segundo o ex-goleiro, se soubesse de algo, já teria repassado à família da vítima. Em tom contido, afirmou que não tem conhecimento do que foi feito após os acontecimentos que levaram à morte de Eliza. Disse, inclusive, que nunca recebeu relatos detalhados de terceiros envolvidos no caso que pudessem esclarecer esse ponto específico. Para ele, esse silêncio é uma das partes mais difíceis de toda a história.

Ao longo da entrevista, Bruno também falou sobre sua participação no processo judicial. Reconheceu que assumiu responsabilidades e que paga, até hoje, pelas escolhas feitas no passado. No entanto, reforçou que não teve acesso a todos os desdobramentos do que ocorreu depois, especialmente no que diz respeito ao destino final da vítima. Essa ausência de respostas, segundo ele, também o acompanha desde então.

Em um momento mais pessoal, Bruno demonstrou arrependimento. Disse que seu maior erro foi ter confiado em pessoas que, na visão dele, se aproveitaram da situação e tomaram decisões sem seu controle. Sem entrar em detalhes, afirmou que aceita as consequências e entende que algumas marcas não desaparecem com o tempo, nem com o cumprimento da pena.

Enquanto isso, a fala de Bruninho segue ecoando. O gesto de abrir mão de um direito financeiro em troca de informação simboliza algo profundo: o desejo de compreender a própria história e dar um sentido à ausência da mãe. Especialistas em comportamento e direito de família apontam que casos assim mostram como crimes de grande repercussão continuam afetando gerações, mesmo anos depois.

Hoje, Bruno afirma tentar reconstruir a vida fora da prisão, ciente de que o passado não pode ser apagado. Já Bruninho segue crescendo sob os holofotes de uma história que não escolheu viver. No meio disso tudo, permanece a pergunta que nunca se calou completamente: o que aconteceu depois? Uma resposta que, para muitos, ainda é essencial para que esse capítulo seja, ao menos, parcialmente encerrado.

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