Homem fica em estado grave após tomar açaí com veneno em Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, um caso grave mobiliza autoridades, profissionais de saúde e chama a atenção da população. Denilson Ferreira Parente, de 27 anos, segue internado em estado crítico na Santa Casa da cidade após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação severa. O jovem permanece entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias que podem ter levado ao suposto envenenamento associado ao consumo de um açaí adquirido em uma açaiteria local.
De acordo com informações repassadas por familiares, o episódio teve início na tarde do último domingo, por volta das 16h. Denilson e a esposa, que costumavam frequentar o estabelecimento, retiraram o pedido no local e consumiram o produto em casa, como de costume. Pouco tempo depois, o jovem passou a apresentar fortes náuseas, mal-estar intenso e outros sinais típicos de uma intoxicação aguda, o que rapidamente gerou preocupação e desespero no ambiente familiar.
Ainda segundo o relato da esposa, ao verificar o copo que restava do açaí, ela teria encontrado uma substância estranha, com aspecto granulado, levantando a suspeita de que o alimento pudesse estar contaminado com “chumbinho”, um raticida de uso ilegal no Brasil. Diante da gravidade do quadro, o socorro médico foi acionado imediatamente. Denilson foi levado a uma unidade de saúde e, devido à rápida piora do estado clínico, precisou ser transferido para a UTI da Santa Casa, onde permanece sob cuidados intensivos.
O caso ganhou repercussão e levantou questionamentos sobre a origem da possível substância tóxica. Do outro lado, os responsáveis pela açaiteria negam qualquer irregularidade e afirmam colaborar integralmente com as investigações. Adriano, um dos representantes do estabelecimento, declarou que o processo de preparo do açaí segue padrões rígidos de higiene e transparência. Segundo ele, o produto é montado na hora, com frutas cortadas na frente dos clientes e acompanhamentos armazenados em potes hermeticamente fechados.
O comerciante destacou ainda que, no mesmo dia, dezenas de outros pedidos foram preparados com os mesmos ingredientes, sem que houvesse qualquer outro registro de mal-estar ou reclamação semelhante. Ele relatou que o casal chegou a retornar ao local horas após a compra, mencionando um gosto diferente no produto, mas optou por não realizar a troca oferecida pela loja. Apenas mais tarde, familiares retornaram ao estabelecimento para informar sobre a internação do jovem, o que aumentou a tensão em torno do episódio.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos e já recebeu o Boletim de Ocorrência. Entre as medidas adotadas, estão a análise das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, que foram entregues espontaneamente pelo setor jurídico da empresa. A intenção é acompanhar todo o processo de preparo do pedido, desde a manipulação dos ingredientes até a entrega ao cliente, para identificar se houve alguma falha ou possibilidade de contaminação externa.
Enquanto a investigação segue em andamento, a família de Denilson prefere manter o silêncio, concentrando-se na recuperação do jovem e aguardando novas informações médicas. O caso levanta um alerta importante sobre segurança alimentar e também reforça a necessidade de apuração cuidadosa antes de conclusões definitivas. Até o momento, a principal pergunta permanece sem resposta: em que momento e de que forma a substância suspeita teria ido parar no alimento consumido por Denilson.





