Geral

Hospital emite comunicado após Bolsonaro estar na UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado às pressas na manhã de sexta-feira no Hospital DF Star, em Brasília. O político, que estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, apresentou sintomas súbitos de febre alta, calafrios, sudorese intensa e queda na saturação de oxigênio, o que levou ao acionamento imediato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A ambulância chegou ao hospital por volta das 8h50, e a equipe médica decidiu transferi-lo diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva devido à gravidade do quadro.

O diagnóstico confirmado pelos médicos é de broncopneumonia bacteriana bilateral, com indícios de origem aspirativa. Trata-se de uma infecção pulmonar que afeta ambos os pulmões e exige intervenção rápida para evitar complicações mais graves, como insuficiência respiratória. A condição foi identificada ainda na avaliação inicial no pronto-socorro, com exames de imagem e laboratoriais reforçando a suspeita de processo infeccioso agudo.

Desde a admissão, Bolsonaro vem recebendo tratamento intensivo com antibióticos administrados por via venosa e suporte clínico não invasivo para estabilizar a função respiratória. Ele permanece consciente e orientado, embora o quadro inicial tenha sido classificado como extremamente grave por especialistas consultados. A equipe multidisciplinar do DF Star monitora constantemente os parâmetros vitais, ajustando a terapia conforme a resposta do paciente.

Após completar a primeira noite na UTI, o hospital divulgou atualização indicando estabilidade hemodinâmica, mas com piora em alguns marcadores inflamatórios e na função renal. Esses sinais demandam atenção redobrada para prevenir desdobramentos, como a necessidade de ventilação mecânica. Até o momento, não há registro de febre persistente ou piora respiratória aguda, o que mantém um otimismo cauteloso entre os profissionais.

A internação ocorre em momento de grande repercussão política, uma vez que Bolsonaro cumpre medida restritiva de liberdade determinada pela Justiça. Fontes próximas à família informam que ele vinha relatando desconforto respiratório nos dias anteriores, mas a deterioração foi repentina. A direção do hospital reforça que todas as medidas de segurança e privacidade estão sendo rigorosamente observadas durante o período de tratamento.

Especialistas em infectologia e pneumologia ouvidos informalmente destacam que broncopneumonias bacterianas em pacientes com histórico de cirurgias abdominais prévias, como as enfrentadas por Bolsonaro nos últimos anos, podem evoluir de forma mais complexa. O uso de antibióticos de amplo espectro representa a principal linha de defesa, combinada com fisioterapia respiratória para auxiliar na recuperação pulmonar.

Não existe previsão de alta hospitalar no curto prazo. A estimativa inicial da equipe médica aponta para um período mínimo de sete dias de internação, dependendo da resposta ao tratamento e da estabilização completa dos parâmetros clínicos. A família e os assessores acompanham o caso de perto, aguardando novos boletins oficiais nas próximas horas para atualizar a opinião pública sobre o estado de saúde do ex-presidente.


CONTINUAR LENDO →
Mostrar mais