Jovem atacada por negar namoro acorda do coma e começa recuperação

Após dias de apreensão e mobilização nas redes sociais, a família de Alana Anísio Rosa, de 20 anos, recebeu uma notícia aguardada com esperança: a jovem saiu do coma induzido e já respira sem auxílio de aparelhos. A informação foi divulgada neste sábado (21) pela mãe, Jaderluce Anísio de Oliveira, por meio de suas redes sociais. O caso, que ganhou repercussão nacional, ocorreu no início de fevereiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e desde então tem mobilizado milhares de pessoas em uma corrente de apoio.
Alana foi internada em estado grave após ser atingida por diversos golpes dentro da própria casa, no bairro Galo Branco, no dia 6 de fevereiro. Segundo familiares, o episódio aconteceu após a jovem recusar um pedido de namoro. O suspeito, Luiz Felipe Sampaio, foi detido no mesmo dia. A situação gerou forte comoção, especialmente pela idade da vítima e pelo relato de que ela não mantinha qualquer relacionamento com o acusado.
Em publicações feitas ao longo dos últimos dias, Jaderluce passou a atualizar o estado de saúde da filha e a pedir justiça. Seu perfil no Instagram, que rapidamente ganhou milhares de seguidores, tornou-se um espaço de informações e também de desabafo. “Ela é um milagre”, afirmou a mãe em uma das mensagens mais compartilhadas. Segundo ela, Alana começou a apresentar sinais de melhora e já consegue respirar sozinha, embora ainda esteja internada sob cuidados intensivos.
A mãe relatou que o suspeito teria desenvolvido uma fixação pela jovem e que, na ausência da família, entrou na residência. De acordo com Jaderluce, Alana nunca manteve proximidade com ele e deixou claro que estava focada nos estudos. A jovem sonha em cursar Medicina e teria reforçado que sua prioridade era o futuro acadêmico. Mensagens divulgadas mostram que ela agradeceu gestos como flores e chocolates, mas reiterou que não desejava iniciar um relacionamento.
Mesmo com a evolução clínica, o processo de recuperação ainda exige atenção. Segundo a família, Alana passou por procedimentos médicos delicados e permanece em acompanhamento constante. A traqueostomia realizada durante o tratamento dificulta a comunicação, o que tem causado momentos de ansiedade na jovem. Ainda assim, a melhora progressiva tem sido celebrada como um avanço significativo.
O caso também reacendeu debates sobre segurança, respeito às decisões individuais e a importância de denunciar comportamentos insistentes. Especialistas apontam que sinais de obsessão e invasão de privacidade não devem ser minimizados. A mobilização nas redes sociais reforça como a sociedade tem se mostrado mais atenta a situações que envolvem jovens e relações marcadas por insistência não correspondida.
Enquanto aguarda novos boletins médicos, a família segue apoiada por mensagens de solidariedade vindas de diversas partes do país. A história de Alana transformou-se em símbolo de resistência e fé para muitos internautas. A expectativa agora é de que a recuperação continue evoluindo e que a jovem possa retomar, aos poucos, seus planos e sonhos. Em meio a um episódio que abalou a comunidade, a notícia de que ela acordou do coma representa um passo importante rumo à superação
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