Luto na Música: Cantor paraense morre vítima de mpox em meio ao aumento de casos no Brasil

Mpox volta a preocupar: número de casos quase dobra em poucos dias e autoridades reforçam alerta
O Brasil voltou a acender o sinal de alerta para a mpox em 2026. Dados atualizados do Ministério da Saúde mostram que o país já contabiliza 88 casos confirmados da doença neste início de ano. Além disso, dois registros — um em São Paulo e outro em Santa Catarina — seguem em análise como prováveis, enquanto outras 171 ocorrências ainda são investigadas como suspeitas. O avanço recente reacende a atenção das autoridades sanitárias e da população.
O crescimento chama atenção pela velocidade. No último dia 20 de fevereiro, o número oficial de confirmações era de 48. Em poucos dias, o total praticamente dobrou, evidenciando uma curva ascendente que exige monitoramento rigoroso. Apesar disso, o cenário atual apresenta um ponto positivo: até o momento, não há registro de mortes em 2026, e a maioria dos pacientes tem apresentado quadros leves ou moderados, segundo o Ministério da Saúde.
A preocupação se intensifica porque a memória recente ainda está viva. Em 2025, o Brasil registrou 1.079 casos confirmados e duas mortes relacionadas à doença. No mesmo período do ano passado, já eram 215 confirmações. Entre as vítimas fatais estava o cantor paraense Gutto Xibatada, cujo caso ganhou repercussão nacional e ampliou o debate sobre prevenção e diagnóstico precoce. O episódio reforçou a importância da vigilância epidemiológica constante.
Neste início de ano, o estado de São Paulo concentra a maior parte dos casos, somando 63 confirmações. O Rio de Janeiro aparece na sequência entre as unidades da federação com mais registros. Embora os números ainda estejam distantes do pico observado no ano anterior, especialistas avaliam que o momento exige prudência, reforço nas orientações de saúde pública e acompanhamento contínuo dos dados.
A mpox é uma doença viral transmitida principalmente por contato próximo com pessoas infectadas. A transmissão pode ocorrer por meio de contato pele a pele, secreções respiratórias e objetos contaminados. Diante de sintomas suspeitos, a recomendação oficial é procurar imediatamente uma unidade de saúde, informar possíveis contatos com casos confirmados ou suspeitos e adotar medidas de isolamento para reduzir o risco de disseminação.
Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, calafrios, cansaço intenso e inchaço dos linfonodos, conhecidos popularmente como “ínguas”. O sinal mais característico é o surgimento de lesões na pele, que começam como manchas, evoluem para pequenas bolhas com líquido e, posteriormente, formam crostas antes da cicatrização. Essas manifestações podem aparecer no rosto, mãos, pés, boca e região genital. Quando a transmissão ocorre por contato íntimo, é comum que os primeiros sinais surjam na área genital.
O período de incubação da mpox varia de três a 16 dias após o contato com o vírus, podendo chegar a 21 dias. Em geral, os sintomas duram de duas a quatro semanas. Embora a maioria dos casos evolua de forma controlada, pessoas com imunidade comprometida podem apresentar maior risco de complicações. Por isso, especialistas reforçam que informação de qualidade, diagnóstico precoce e adoção de medidas preventivas continuam sendo fundamentais para conter o avanço da doença.
Com o aumento recente de notificações, o Ministério da Saúde mantém a vigilância ativa e orienta estados e municípios a intensificarem a identificação rápida de casos. Para a população, o recado é claro: atenção aos sintomas, cuidado com o contato próximo em caso de suspeita e busca imediata por atendimento médico são atitudes essenciais. O cenário ainda está sob controle, mas a experiência dos últimos anos mostra que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar novos picos da mpox no país.





