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Médico de Bolsonaro diz que broncopneumonia em Bolsonaro é potencialmente mortal

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. O quadro clínico se manifestou de forma abrupta durante a madrugada, levando à transferência imediata para a unidade especializada, onde o político de 70 anos permanece sob cuidados intensivos.

Segundo o boletim médico divulgado pela instituição, Bolsonaro apresentou febre alta, redução na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, sintomas que motivaram exames laboratoriais e de imagem para confirmação do diagnóstico. A infecção, que se espalha pelos pulmões a partir das vias aéreas, é tratada com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo, sem indícios de necessidade de intubação até o momento.

O cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica que acompanha o ex-presidente há anos, descreveu o quadro como grave e o mais acentuado que Bolsonaro já enfrentou em episódios anteriores de pneumonia. Durante declaração à imprensa em frente ao hospital, o médico enfatizou que a extensão da infecção bilateral, mais pronunciada no pulmão esquerdo, exige atenção redobrada diante da evolução rápida possível em pacientes dessa faixa etária.

Caiado alertou ainda para o risco de um evento potencialmente mortal, mais uma vez surge nessas circunstâncias, especialmente porque pneumonias em indivíduos acima dos 70 anos podem progredir para septicemia, uma infecção generalizada que compromete múltiplos órgãos. Ele ressaltou que, embora cada caso tenha particularidades, o histórico de cirurgias abdominais e refluxo gastroesofágico de Bolsonaro aumenta a vulnerabilidade à aspiração pulmonar.

A broncopneumonia bacteriana confirmada difere de infecções virais leves registradas em anos anteriores, demandando internação prolongada e monitoramento constante na UTI. A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, foi autorizada a acompanhá-lo, enquanto os filhos recebem permissão para visitas controladas, mantendo o ambiente familiar próximo ao paciente.

Até esta sexta-feira à noite, o ex-presidente segue estável e consciente, respondendo ao tratamento inicial, mas sem previsão de alta hospitalar. A equipe médica estima que a permanência deve se estender por pelo menos sete dias, dependendo da resposta aos antibióticos e da estabilização completa dos parâmetros respiratórios.

A internação reacende debates sobre a saúde do ex-presidente em meio a suas condições preexistentes, reforçando a importância de protocolos preventivos contra complicações respiratórias recorrentes. Especialistas consultados em contextos semelhantes destacam que, embora o quadro seja controlável com intervenção precoce, a gravidade inerente exige cautela e acompanhamento multidisciplinar para evitar desfechos mais graves.


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