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Moraes está com “sangue nos olhos”, dizem aliados próximos ao magistrado ao jornal Metrópoles

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), está determinado a desvendar os responsáveis pelo acesso indevido aos dados fiscais de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Segundo o Metrópoles, aliados próximos ao magistrado afirmam que ele está com “sangue nos olhos” para identificar os culpados, vendo o episódio como parte de uma ofensiva coordenada contra a Corte. Essa postura reflete a intensidade com que Moraes encara ameaças ao Judiciário, especialmente em um contexto de crescentes tensões políticas no Brasil.

A operação deflagrada pela Polícia Federal, autorizada pelo próprio Moraes, investiga múltiplos acessos irregulares na Receita Federal a informações confidenciais de familiares de ministros do STF. No caso específico, dados da esposa de Moraes foram consultados sem justificativa funcional, o que levantou suspeitas de motivações externas. Servidores públicos foram alvos de buscas, afastamentos e até monitoramento eletrônico, demonstrando a rigidez da apuração em curso.

Aliados do ministro, incluindo um influente colega do Supremo, descrevem Moraes como pronto para “ir para cima” dos envolvidos, caracterizando o incidente como uma “pancadaria” orquestrada contra o tribunal. Essa percepção sugere que o vazamento não é isolado, mas sim inserido em um padrão de ataques que visam desestabilizar figuras chave do Judiciário. A determinação de Moraes em prosseguir com as investigações reflete sua reputação de firmeza em casos sensíveis.

Suspeitas recaem sobre diversos setores, como banqueiros, membros do Poder Executivo e até veículos de imprensa, que poderiam estar por trás dos acessos irregulares. Segundo relatos, Moraes acredita que esses atores possam estar motivados por interesses econômicos ou políticos, especialmente após revelações recentes sobre contratos envolvendo a esposa do ministro com instituições financeiras. Essa desconfiança amplia o escopo da investigação para além dos servidores diretamente envolvidos.

O episódio ganha relevância no panorama mais amplo de vazamentos de dados no Brasil, onde a privacidade de autoridades tem sido frequentemente violada. A ação da PF destaca a necessidade de reforçar mecanismos de proteção em órgãos como a Receita Federal, evitando que informações sensíveis sejam usadas para fins indevidos. Moraes, como relator de inquéritos sobre fake news e atos antidemocráticos, posiciona-se como guardião da integridade institucional.

A repercussão do caso nas redes sociais e na mídia tradicional amplifica as discussões sobre transparência e accountability no serviço público. Perfis influentes no X reproduziram a matéria do Metrópoles, gerando debates sobre os limites entre investigação jornalística e invasão de privacidade. Essa visibilidade pública pressiona por respostas rápidas e efetivas, alinhando-se à abordagem proativa de Moraes.

Por fim, a postura de “sangue nos olhos” adotada pelo ministro sinaliza um momento de inflexibilidade no STF diante de ameaças percebidas. Independentemente dos desdobramentos, o caso reforça a importância de salvaguardar dados pessoais em um ambiente cada vez mais digitalizado, onde vazamentos podem ter impactos profundos na esfera política e jurídica do país.

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