Morre o Rei do Brega: a notícia pegou os fãs de surpresa e muitos homenagearam o artista nas redes sociais

A música popular brasileira amanheceu de luto no último sábado 14 com a confirmação da morte de Osvaldo Bezerra, cantor que atravessou gerações e ficou eternizado como o Rei do Brega. Aos 92 anos, o artista estava internado no Hospital Municipal de Brumado, onde enfrentava um quadro de saúde delicado nas últimas semanas. A notícia foi confirmada pelo cuidador que o acompanhava, encerrando um capítulo importante da história da canção romântica no país.
Natural de Limoeiro do Norte, no Ceará, onde nasceu em 5 de setembro de 1933, Osvaldo Feitosa Bezerra construiu uma trajetória marcada pela persistência e pelo amor à música. Ainda jovem, deixou sua terra natal em busca de oportunidades e encontrou no rádio o primeiro grande palco de sua carreira. O talento e a voz inconfundível logo chamaram a atenção de produtores e ouvintes, abrindo portas para voos mais altos.
Foi em Belém, no Pará, que o cantor consolidou seu nome como um dos principais representantes do chamado brega raiz. Com repertório romântico e letras que falavam diretamente ao coração do público, ele se tornou referência no gênero e passou a ser reconhecido nacionalmente. Canções como Não brinca comigo e Sou caminhoneiro ajudaram a fortalecer sua identidade artística e garantiram espaço definitivo na memória dos admiradores.
A trajetória do Rei do Brega também teve capítulos importantes na Bahia. Durante anos, ele viveu em Livramento de Nossa Senhora, onde participou de festas tradicionais, programas de rádio e eventos culturais que aproximaram ainda mais seu trabalho do público nordestino. Em reconhecimento à sua contribuição, recebeu o Título de Cidadão Livramentense concedido pela Câmara Municipal, gesto que simbolizou o carinho da comunidade.
Antes disso, o artista também passou pelo Rio de Janeiro e viveu momentos marcantes na era de ouro do rádio brasileiro, especialmente na Rádio Tupi. Nesse período, conviveu com nomes consagrados como Ary Barroso e Ângela Maria, experiências que ampliaram sua visão artística e fortaleceram sua presença nos palcos. A vivência ao lado de grandes referências da música nacional contribuiu para moldar o estilo que o tornaria conhecido em todo o país.
Ao longo de décadas, Osvaldo Bezerra percorreu diversas cidades brasileiras realizando apresentações que reuniam públicos fiéis. Sua agenda de shows foi intensa em diferentes fases da carreira, sempre marcada por proximidade com os fãs e repertório carregado de romantismo. Mesmo nos últimos anos, já morando em Brumado, ele mantinha vínculos com a cena cultural local e seguia sendo lembrado como símbolo de uma geração.
O velório foi realizado n a tarde de sábado, no salão da Funerária Bom Pastor, em Brumado. O sepultamento foi às 16h, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro Taquari, reunindo familiares, amigos e admiradores. A partida de Osvaldo Bezerra encerra uma trajetória de mais de meio século dedicada à música e deixa como herança um legado que permanece vivo nas canções que continuam ecoando entre diferentes gerações.





