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Morre um dos maiores artistas do mundo, vencedor do Oscar de melhor ator

O mundo do cinema perdeu neste domingo 15 de fevereiro de 2026 um de seus maiores representantes. O ator norte americano Robert Duvall morreu aos 95 anos, conforme confirmou sua esposa Luciana Duvall em publicação nas redes sociais. Segundo a família, ele partiu de maneira tranquila, em casa, cercado por familiares, e a causa da morte não foi divulgada oficialmente.

Nascido em 5 de janeiro de 1931, em San Diego, na Califórnia, Duvall construiu uma trajetória sólida que atravessou mais de seis décadas. Antes de alcançar o estrelato, estudou interpretação na Neighborhood Playhouse School of the Theatre, em Nova York, onde foi colega de nomes que também se tornariam referências na atuação. Seu início incluiu participações na televisão e no teatro, experiências que moldaram o estilo contido e preciso que marcaria sua carreira.

O reconhecimento internacional veio com papéis que entraram para a história do cinema. Em O Poderoso Chefão, dirigido por Francis Ford Coppola, interpretou Tom Hagen, o advogado da família Corleone, desempenho que lhe rendeu indicação ao Oscar e projeção mundial. A produção se tornou uma das mais influentes da indústria e permanece como referência obrigatória quando o assunto é narrativa cinematográfica.

Poucos anos depois, voltou a trabalhar com Coppola em Apocalypse Now, consolidando sua reputação como um ator capaz de sustentar personagens complexos em histórias de grande impacto cultural. Ao longo da carreira, acumulou sete indicações ao Oscar e venceu na categoria de melhor ator por A Força do Carinho. Também foi lembrado pela Academia por atuações em produções como O Grande Santini, O Apóstolo, A Qualquer Preço e O Juiz, demonstrando regularidade em alto nível por décadas.

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Além do cinema, Duvall teve presença marcante na televisão. Ele conquistou dois prêmios Emmy pela minissérie Rastro Perdido, projeto no qual também atuou como produtor, ampliando sua atuação nos bastidores. Ao longo dos anos, recebeu ainda indicações por trabalhos como Stalin e The Man Who Captured Eichmann, reforçando sua versatilidade em diferentes formatos.

Nos últimos anos, mesmo com a idade avançada, o ator continuou participando de projetos e fazendo aparições públicas, mantendo ligação direta com o público e com a indústria. Em 2015, recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, reconhecimento simbólico de sua contribuição artística. Colegas de profissão, diretores e instituições do cinema prestaram homenagens destacando sua disciplina, profissionalismo e capacidade de dar profundidade a personagens variados.

A morte de Robert Duvall encerra um capítulo importante da história do audiovisual norte americano. Seu legado permanece vivo em produções que seguem conquistando novas gerações e em performances que continuam sendo estudadas por estudantes de interpretação ao redor do mundo. A dimensão das homenagens mostra que sua trajetória ultrapassou prêmios e números, consolidando seu nome entre os grandes artistas do século XX e início do século XXI.

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