Nikolas Ferreira critica desfile em homenagem a Lula no Rio e cita Bolsonaro

O deputado federal Nikolas Ferreira voltou a movimentar as redes sociais nos últimos dias ao comentar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apresentação, marcada por alegorias que faziam referência à trajetória política do petista, dividiu opiniões e reacendeu debates já conhecidos no cenário brasileiro.
Em publicação no X, antigo Twitter, Nikolas escreveu que, se a situação fosse inversa em 2022, haveria consequências duras para o outro lado político. Na mensagem, ele mencionou hipóteses como prisão, apreensões e até inelegibilidade. A fala rapidamente ganhou repercussão, sendo compartilhada por apoiadores e criticada por adversários.
Não é novidade que o Carnaval, especialmente no eixo Rio-São Paulo, dialogue com política. Ao longo dos anos, diversas escolas usaram o enredo para retratar personagens históricos, líderes populares e momentos marcantes do país. Em 2024 e 2025, esse tipo de abordagem voltou com força, acompanhando o clima de polarização que ainda marca o debate público. A apresentação da Acadêmicos de Niterói entrou justamente nesse contexto.
Mais cedo, Nikolas também publicou um vídeo convocando manifestações contra o governo Lula no dia 1º de março. O parlamentar, que ganhou projeção nacional nos últimos anos, tem se posicionado como uma das vozes mais ativas da oposição nas redes sociais. Ele costuma usar vídeos curtos, linguagem direta e frases de impacto para dialogar com seu público.
Enquanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um momento delicado. Atualmente, ele está detido na chamada Papudinha, no Rio de Janeiro, respondendo a processos relacionados à investigação sobre tentativa de golpe de Estado. O caso tem sido acompanhado de perto pela imprensa e por apoiadores, que organizam atos em sua defesa.
Esse cenário ajuda a explicar por que um desfile carnavalesco se transforma, em poucas horas, em tema central do debate político nacional. No Brasil, cultura e política frequentemente caminham juntas. Um enredo não é apenas fantasia e samba no pé; muitas vezes, é também narrativa, posicionamento e provocação.
Há quem veja a homenagem como manifestação artística legítima, expressão da liberdade criativa das escolas de samba. Outros enxergam um gesto político claro, que reforça divisões já existentes. A verdade é que, em tempos de redes sociais, qualquer movimento ganha proporções amplificadas. Um comentário vira tendência. Um vídeo de poucos minutos se espalha em grupos de mensagens. E, de repente, o país inteiro está discutindo o mesmo assunto.
Vale lembrar que o Carnaval sempre foi espaço de crítica social. Desde os tempos de marchinhas irreverentes até os desfiles grandiosos transmitidos em horário nobre, a festa mistura celebração e comentário social. O que muda, talvez, seja a velocidade com que as reações se multiplicam.
No fim das contas, o episódio mostra como o Brasil segue atento, dividido e participativo. Seja nas arquibancadas, nas redes ou nas ruas, a política continua presente no cotidiano. E, ao que tudo indica, continuará sendo tema de debates intensos nos próximos meses.





