Nova pesquisa aponta pior marca do governo Lula desde 2025

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest indica mudança no cenário de avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o levantamento, a desaprovação da gestão federal superou a aprovação com diferença além da margem de erro pela primeira vez desde setembro de 2025. Os dados mostram um momento mais delicado para a imagem do governo diante da opinião pública.
Segundo o estudo, 51% dos entrevistados afirmaram desaprovar a administração federal, enquanto 44% disseram aprovar a gestão do presidente. Outros 5% declararam não saber ou preferiram não responder. Em comparação com a rodada anterior da pesquisa, divulgada no mês passado, houve aumento na desaprovação, que passou de 49% para 51%, enquanto a aprovação recuou de 45% para 44%.
Com esses números, a diferença entre aprovação e desaprovação chegou a sete pontos percentuais em desvantagem para o presidente. Esse é o maior distanciamento registrado desde julho de 2025, quando a diferença chegou a dez pontos. Nos meses seguintes, apesar de a desaprovação frequentemente aparecer numericamente maior, os índices ainda estavam dentro da margem de erro, o que indicava empate técnico.
A pesquisa também analisou como os entrevistados classificam o desempenho geral do governo. Nesse cenário, 43% dos participantes avaliaram a gestão como negativa, um crescimento em relação aos 39% registrados na pesquisa anterior. Já a avaliação positiva ficou em 31%, enquanto 25% consideram o governo regular. Apenas 1% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 9 de março e ouviu 2.004 eleitores em diversas regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pelo banco Genial e registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-05809/2026.
Pesquisas de avaliação costumam refletir percepções da população sobre diferentes aspectos da administração pública, como economia, políticas sociais e decisões políticas. Oscilações nesses índices são comuns ao longo de um mandato, especialmente em períodos de maior debate político ou de mudanças no cenário econômico.
Com a proximidade das eleições presidenciais de 2026, especialistas avaliam que pesquisas de opinião devem ganhar ainda mais atenção no debate público. Os resultados ajudam a indicar tendências de percepção da população e são frequentemente analisados por partidos, lideranças políticas e observadores do cenário nacional para entender possíveis impactos no ambiente eleitoral dos próximos meses.





