O bispo Robson Rodovalho presta assistência religiosa ao ex-presidente e falou sobre o estado de saúde dele

O bispo Robson Rodovalho voltou a se manifestar sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro após realizar mais uma visita ao político na prisão, na terça-feira, 17 de fevereiro. Em publicação nas redes sociais, o líder religioso relatou que encontrou Bolsonaro “um pouco mais equilibrado” em relação aos episódios de soluços, mas ainda apreensivo depois de enfrentar uma crise de pressão alta no início da semana. O bispo, que presta assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro, falou nas redes sociais que Bolsonaro está ‘assustado’ devido à uma crise de pressão alta.
A visita faz parte da assistência religiosa autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, desde 17 de janeiro. Pelo despacho, o bispo pode se encontrar com o ex-presidente uma vez por semana, às terça-feira ou sexta-feira, de forma individual e pelo período de uma hora, seguindo as regras estabelecidas pela unidade prisional.
Nas redes sociais, Rodovalho detalhou o encontro e afirmou que, apesar de uma melhora pontual, Bolsonaro demonstrou preocupação após o episódio de pressão elevada registrado na segunda-feira anterior. Segundo o bispo, durante o momento de oração, o ex-presidente se emocionou e chorou por alguns instantes, cenário que, de acordo com ele, revela a necessidade de acompanhamento contínuo.
Robson Rodovalho, de 70 anos, tem histórico de proximidade política com Bolsonaro. Entre 2007 e 2011, o religioso exerceu mandato como deputado pelo Distrito Federal, período em que o ex-presidente também atuava como parlamentar no Congresso Nacional, o que fortaleceu a relação entre ambos ao longo dos anos.
No mesmo relato, o bispo defendeu que cuidados realizados em ambiente domiciliar poderiam facilitar o tratamento de saúde e contribuir para o equilíbrio emocional do ex-presidente. A declaração ocorre em meio à divulgação de um laudo médico elaborado por profissionais da Polícia Federal, que avaliaram as condições clínicas de Bolsonaro.
De acordo com o documento, o ex-presidente apresenta quadro que exige acompanhamento regular, incluindo controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, realização periódica de exames laboratoriais e de imagem, além do uso contínuo de aparelho CPAP para tratamento de apneia do sono e ronco. Ainda assim, os médicos concluíram que as condições atuais permitem sua permanência na unidade prisional.
Bolsonaro está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, em área conhecida como Papudinha, para onde foi transferido em 15 de janeiro após deixar a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão relacionada aos desdobramentos da investigação sobre a tentativa de ruptura institucional no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, e segue sob monitoramento médico dentro das normas estabelecidas pelo sistema prisional.





