Oito mortos e várias pessoas soterradas após desabamento de asilo em BH

Na madrugada desta quinta-feira, 5 de março de 2026, um trágico desabamento ocorreu em Belo Horizonte, Minas Gerais, quando o prédio que abrigava a Casa de Repouso Pró-Vida veio abaixo. Localizado no bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste da cidade, o imóvel de quatro andares desmoronou por volta de 1h30, surpreendendo moradores e autoridades. O incidente transformou uma noite tranquila em uma cena de caos, com escombros espalhados pela rua Soldado Mário Neto, e imediatamente mobilizou equipes de emergência para o local.
O prédio não era exclusivamente um lar de idosos; ele também funcionava como residência do proprietário e abrigava uma academia de ginástica e uma clínica de bronzeamento artificial. No momento do colapso, estima-se que cerca de 29 pessoas estivessem no interior, incluindo idosos, funcionários e familiares. A estrutura, que havia passado por reformas recentes em 2025, colapsou de forma repentina, sem sinais prévios evidentes de instabilidade, o que agravou a surpresa e a dificuldade inicial das operações de resgate.
Até o final do dia, as autoridades confirmaram oito mortes, incluindo o proprietário do imóvel, Renato Duarte, de 31 anos, e vários idosos com idades entre 67 e 78 anos. Além disso, pelo menos oito pessoas foram resgatadas com vida, entre elas uma menina de apenas dois anos, que saiu ilesa graças à rápida intervenção. No entanto, relatos indicam que ainda havia soterrados, com números variando entre seis e nove ao longo das horas, destacando a urgência e a complexidade da situação.
As equipes de resgate, compostas por mais de 100 profissionais do Corpo de Bombeiros, Samu, Defesa Civil e Polícia Militar, trabalharam incansavelmente ao longo do dia. Utilizando cães farejadores, drones e equipamentos pesados, os bombeiros escavaram os escombros com cuidado para evitar novos desmoronamentos. Testemunhas relataram momentos de tensão, com sobreviventes sendo retirados conscientes, mas feridos, e levados para hospitais próximos, onde receberam atendimento imediato.
Investigações preliminares apontam para possíveis causas relacionadas a intervenções humanas inadequadas, como as reformas realizadas no ano anterior. Embora o lar de idosos possuísse alvará de funcionamento válido até 2030 e tivesse passado por uma vistoria sanitária em janeiro de 2026, especialistas questionam a manutenção predial e a estabilidade estrutural do edifício. A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que o imóvel era legalizado, mas uma perícia detalhada será realizada para determinar responsabilidades.
Familiares das vítimas, como filhos e genros de idosos internados, expressaram choque e tristeza, relatando que o asilo era visto como um local seguro. Histórias pessoais emergiram, como a de uma idosa de 77 anos que estava no repouso há cinco meses e era visitada regularmente pela família. A comunidade local se mobilizou, oferecendo apoio logístico e emocional, enquanto autoridades municipais prometeram assistência às famílias afetadas, incluindo abrigo temporário e suporte psicológico.
Esse episódio reacende debates sobre a necessidade de inspeções periódicas em imóveis que abrigam populações vulneráveis, como idosos. Em uma cidade como Belo Horizonte, onde o envelhecimento populacional é uma realidade crescente, incidentes como esse destacam a importância de normas rigorosas de construção e manutenção. Enquanto as buscas continuam, a tragédia serve como lembrete doloroso da fragilidade da vida e da urgência em priorizar a segurança em instituições de cuidado.





