Orelha: Sobrinho de Guga será ouvido pela polícia e motivo é revelado; equipe do tenista se pronuncia

O caso do cão Orelha, ocorrido na Praia da Brava, em Florianópolis, segue repercutindo e ganhou um novo capítulo nesta semana. Um dos nomes citados no inquérito policial é o de um sobrinho do ex-tenista Guga, que deverá prestar depoimento nos próximos dias. A informação foi divulgada pelo portal Leo Dias e confirmada por fontes ligadas à investigação.
O adolescente integra uma lista de jovens, com idades entre 14 e 17 anos, mencionados no inquérito conduzido pela Polícia Civil de Santa Catarina. Muitos deles estavam hospedados em um condomínio da região durante as festas de fim de ano. Janeiro, como se sabe, é mês de praia cheia, férias escolares e movimento intenso em Santa Catarina. A combinação de descanso, encontros entre amigos e ausência de rotina acaba, às vezes, criando situações que fogem do controle.
De acordo com as informações apuradas, o grupo estaria na Praia da Brava na madrugada de 4 de janeiro, quando ocorreram episódios envolvendo maus-tratos a animais e danos ao patrimônio. Além do caso de Orelha, também foram citados relatos envolvendo outro cão, chamado Caramelo, além de registros de destruição de barracas e conflitos com funcionários da portaria do condomínio.
A investigação busca esclarecer não apenas quem participou diretamente das agressões, mas também se houve omissão ou incentivo por parte de outros presentes. Há ainda apuração sobre consumo de bebidas alcoólicas por menores e possíveis situações de risco envolvendo moradores e visitantes da área. O foco das autoridades é entender o contexto completo da noite e responsabilizar quem, de fato, tiver participação comprovada.
O nome de Guga surgiu porque o ex-atleta possui um imóvel na região e costuma passar férias no local. Em nota enviada ao portal, a assessoria informou que ele realmente tem uma cobertura na Praia da Brava e que, devido ao período de recesso, não comentaria o assunto naquele momento. Sobre a relação direta com o sobrinho citado, não houve manifestação adicional.
O episódio que deu origem ao inquérito aconteceu por volta das 5h30 da manhã. Segundo laudos iniciais, Orelha sofreu um impacto na cabeça, possivelmente causado por chute ou objeto rígido. O animal chegou a ser socorrido, mas não resistiu no dia seguinte. O caso comoveu moradores da região e mobilizou entidades de proteção animal.
Na semana passada, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito principal e solicitou a internação de um adolescente apontado como autor da agressão. Entre as provas reunidas está um vídeo que mostra um jovem deixando o condomínio às 5h25 e retornando às 5h58. A agressão teria ocorrido no intervalo entre esses horários.
Mais recentemente, o corpo do cão passou por exumação a pedido do Ministério Público de Santa Catarina. O procedimento foi realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina, que agora conduz novos exames técnicos. A intenção é esclarecer pontos específicos do laudo e reforçar as conclusões periciais.
O caso reacende um debate que vai além de nomes conhecidos ou condomínios de luxo. Fala-se sobre responsabilidade juvenil, limites, influência do grupo e a importância de supervisão em períodos de férias. Em cidades litorâneas, onde a sensação de liberdade é maior, situações impensadas podem ganhar proporções sérias.
Enquanto os depoimentos não são concluídos, a investigação segue seu curso. A expectativa é que, com os novos laudos e oitivas, o cenário fique mais claro. Para a comunidade local, fica o desejo de que episódios como esse não se repitam — e que as férias de verão voltem a ser lembradas apenas pelo sol, pelo mar e pelos encontros leves que deveriam marcar essa época do ano.





