Padre termina missa e recebe voz de prisão na saída da igreja

Na noite desta quarta-feira (18), uma operação da Polícia Civil surpreendeu fiéis e moradores de São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, quando um padre de 56 anos foi preso logo após o encerramento de uma missa na Igreja local. A abordagem ocorreu por volta das 19h, logo depois que os fiéis deixaram o templo, em uma ação planejada pelas autoridades para evitar tumultos no culto religioso e garantir a ordem pública.
O religioso é alvo de um mandado de prisão definitiva expedido pelo estado de Rondônia, onde ele teria sido condenado por crime contra a dignidade de menores. A ordem judicial foi cumprida pela Polícia Civil gaúcha logo após o término da celebração, que atraiu dezenas de fiéis da comunidade e visitantes da região. A identidade do padre não foi divulgada pelas autoridades, e o caso segue sob sigilo, respeitando o segredo de Justiça previsto em situações que envolvem processos dessa natureza.
A operação mobilizou agentes da Polícia Civil com o objetivo de capturar o religioso após o despacho de prisão. A decisão foi tomada pelas autoridades judiciais de Rondônia e comunicada às forças de segurança do Rio Grande do Sul. Para evitar confronto ou pânico entre os fiéis, a abordagem foi realizada imediatamente após o encerramento da missa, quando as pessoas já se dispersavam da igreja. Esta estratégia visa manter a tranquilidade e resguardar tanto os presentes quanto o próprio sacerdote.
De acordo com a delegada responsável pela ação, Fernanda Aranha, a prisão foi executada com base em mandado judicial válido, e não houve incidentes durante a abordagem. “A operação transcorreu dentro da normalidade. Agimos com cuidado para garantir a segurança de todos os presentes e seguir rigorosamente os trâmites legais estabelecidos”, afirmou. A polícia não divulgou detalhes adicionais envolvidos na sentença que motivou a prisão, uma vez que o processo corre sob sigilo legal.
A presença de um mandado de prisão definitivo indica que a Justiça já teria analisado o caso em instâncias anteriores e determinado a execução da pena ou o cumprimento das medidas impostas pela condenação. A situação gerou surpresa entre os moradores da pequena cidade da Serra Gaúcha, muitos dos quais frequentadores regulares da igreja e que acompanharam a missa momentos antes. A comunidade religiosa ainda se recupera do impacto da notícia, com reações divididas entre perplexidade, tristeza e pedidos de respeito ao processo legal em andamento.
Especialistas ouvidos por veículos regionais ressaltam que a prisão de um membro do clero não é comum no país e, por isso, tende a atrair grande repercussão social e midiática, independentemente da natureza do processo que levou à decisão judicial. A igreja, por meio das lideranças locais, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o cumprimento do mandado de prisão, mas membros da paróquia já manifestaram preocupação com o bem-estar dos paroquianos e afirmaram que a instituição tomará as providências necessárias para apoiar a comunidade diante do episódio.
O caso segue agora sob a responsabilidade das autoridades competentes, que devem conduzir os trâmites legais a partir do cumprimento da ordem judicial. Enquanto isso, a população de São Francisco de Paula e fiéis de outras localidades acompanham o desenrolar dos fatos, aguardando maiores esclarecimentos sobre o processo que culminou na prisão do padre. Autoridades destacam que o respeito ao devido processo legal é fundamental e que todos os envolvidos terão seus direitos assegurados dentro do percurso jurídico estabelecido.





