PCGO nega boatos sobre caso de secretário que matou os filhos

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) divulgou, nesta segunda-feira, uma nota oficial contundente para desmentir categoricamente os boatos que se espalharam pelas redes sociais nas últimas horas sobre uma suposta mudança radical na linha de investigação do trágico caso envolvendo Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo do município de Itumbiara. O comunicado foi emitido em resposta direta à crescente repercussão de relatos não confirmados que questionavam a condução do inquérito policial, gerando confusão e especulações entre internautas e até mesmo em alguns grupos de WhatsApp locais.
O episódio que abalou a cidade de Itumbiara e chocou todo o estado de Goiás ocorreu há poucas semanas, quando Thales, em um ato de violência extrema e irreversível, assassinou os próprios filhos, Miguel, de apenas 12 anos, e Benício, de 8 anos, antes de tirar a própria vida. A cena descoberta pela família e pelas autoridades foi devastadora, marcada por detalhes que rapidamente se tornaram públicos e alimentaram uma onda de comoção, tristeza e indignação na comunidade. Desde o primeiro momento, a versão preliminar apontava para um duplo homicídio seguido de suicídio, sem qualquer indício imediato de participação de terceiros.
Nas últimas horas, porém, uma série de rumores ganhou força nas plataformas digitais, especialmente no X (antigo Twitter) e em perfis regionais de notícias. Circulavam versões de que os dois meninos teriam sido mortos horas ou até dias antes da morte do pai, o que, segundo essas narrativas, transformaria o crime em um triplo assassinato premeditado e executado por pessoas externas à família. Algumas postagens chegavam a sugerir conluios, vinganças ou até envolvimento de figuras políticas, alimentando teorias conspiratórias que se espalharam com velocidade alarmante e sem qualquer respaldo factual.
Diante dessa avalanche de informações falsas, a PCGO decidiu se posicionar de forma clara e enfática. Na nota oficial, a corporação destacou que o inquérito policial, conduzido com rigor pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Itumbiara, mantém exatamente o mesmo escopo e direção adotados desde o início das apurações. Não existem novas linhas investigativas em curso, tampouco surgiram indícios concretos que apontem para a participação de outras pessoas no crime. A classificação permanece inalterada: homicídio duplo seguido de suicídio.
As autoridades policiais fizeram questão de ressaltar os graves prejuízos causados pela disseminação desses boatos infundados. Além de atrapalhar o trabalho meticuloso da equipe investigativa, que depende de serenidade e foco para avançar nas perícias e análises técnicas, as fake news agravam ainda mais o sofrimento da família já devastada pela perda irreparável dos dois meninos. A PCGO reforçou que só divulgará novas informações quando houver elementos concretos e após a conclusão dos laudos periciais pendentes, sempre respeitando o sigilo legal imposto pelo Código de Processo Penal.
O inquérito segue em andamento com todas as diligências necessárias sendo realizadas de forma criteriosa. Peritos criminais, médicos legistas e investigadores continuam coletando e analisando evidências, depoimentos e materiais que possam esclarecer os fatos de maneira definitiva. Até o presente momento, todas as provas colhidas nas cenas do crime, nos exames necroscópicos e nas oitivas iniciais corroboram integralmente a hipótese inicial, sem qualquer elemento que justifique um desvio ou reclassificação do caso.
Em um apelo final, a Polícia Civil de Goiás pediu à população, especialmente aos usuários de redes sociais e administradores de páginas de notícias locais, que evitem compartilhar conteúdos sensacionalistas ou não verificados. A disseminação irresponsável de informações falsas não apenas compromete a credibilidade das investigações, mas também fere a memória das vítimas e prolonga a dor de quem já carrega um luto imenso. Em tempos de hiperconexão, a responsabilidade informativa se torna essencial para preservar a verdade, a justiça e o respeito humano.





