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Poliana Rocha é diagnosticada com doença incurável

A vida nas redes sociais costuma mostrar apenas os momentos mais bonitos, mas algumas personalidades preferem usar esse espaço para conversar com o público de forma sincera. É o caso de Poliana Rocha, influenciadora digital e esposa do cantor Leonardo. Ao longo dos últimos anos, ela tem falado abertamente sobre temas pessoais — incluindo um diagnóstico que muita gente ainda conhece pouco: a hiperidrose.

Muito ativa no Instagram, onde compartilha rotina, família e reflexões, Poliana já contou aos seguidores que convive com essa condição. Para quem acompanha sua trajetória, não é novidade perceber que ela costuma tratar assuntos delicados com naturalidade. Em meio a fotos com o filho Zé Felipe, momentos de lazer e bastidores da vida familiar, a influenciadora também abre espaço para conversas sobre saúde.

A hiperidrose é uma condição crônica caracterizada pela produção excessiva de suor. Em termos simples, o corpo transpira mais do que o necessário para regular a temperatura. Isso pode acontecer mesmo em situações de repouso ou em ambientes com temperatura amena. As regiões mais afetadas costumam ser as mãos, os pés, as axilas e, em alguns casos, o rosto.

Embora pareça apenas um detalhe do organismo, a hiperidrose pode impactar bastante o dia a dia. Pessoas que convivem com o problema relatam desconforto em atividades simples, como apertar a mão de alguém, usar determinados tecidos de roupa ou lidar com objetos eletrônicos. Não é raro que a condição também afete a autoestima.

Do ponto de vista médico, existem dois tipos principais da doença. A chamada hiperidrose primária costuma surgir ainda na infância ou adolescência e não está diretamente ligada a outra enfermidade. Já a hiperidrose secundária aparece como consequência de outros fatores, como alterações hormonais, algumas doenças ou até o uso de determinados medicamentos.

No caso da forma primária, não existe uma cura definitiva conhecida. Ainda assim, há tratamentos capazes de reduzir os sintomas e melhorar bastante a qualidade de vida. Entre as opções mais comuns estão medicamentos específicos, aplicação de toxina botulínica nas áreas mais afetadas e, em alguns casos, a simpatectomia — um procedimento cirúrgico que atua nos nervos responsáveis por estimular o suor.

Poliana Rocha já comentou publicamente que conhece essas possibilidades, mas tem receio da intervenção cirúrgica. Em 2024, durante uma interação com seguidores, ela respondeu a perguntas sobre o tema e falou com franqueza sobre sua experiência. Na ocasião, disse que convive com a hiperidrose e revelou não gostar da condição, mas também confessou sentir medo de realizar a cirurgia.

Esse tipo de relato costuma gerar identificação. Nas redes sociais, muitos seguidores aproveitaram para compartilhar histórias semelhantes e até trocar dicas sobre tratamentos. Em um ambiente digital que frequentemente valoriza a perfeição, conversas assim ajudam a lembrar que questões de saúde fazem parte da vida real.

Nos últimos anos, inclusive, tem sido cada vez mais comum ver figuras públicas falando sobre diagnósticos, ansiedade, tratamentos ou desafios pessoais. Esse movimento contribui para ampliar a informação e reduzir preconceitos em torno de diferentes condições.

No caso da hiperidrose, especialistas destacam que buscar orientação médica é fundamental. Cada paciente apresenta características específicas e, por isso, o tratamento ideal deve ser definido com acompanhamento profissional.

Ao compartilhar sua experiência, Poliana Rocha acaba cumprindo um papel importante: mostrar que é possível falar sobre saúde com naturalidade. E, para muita gente que enfrenta a mesma situação em silêncio, esse tipo de conversa pode ser o primeiro passo para procurar ajuda e entender melhor o próprio corpo.


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