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Polícia acha indícios de planejamento na casa de secretário após tragédia em Itumbiara

A tragédia familiar ocorrida em Itumbiara, Goiás, na noite de 11 de fevereiro de 2026, chocou a comunidade local e repercutiu em todo o país. Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo da Prefeitura Municipal e genro do prefeito Dione Araújo, foi o autor dos disparos que resultaram na morte de seu filho mais velho, Miguel, de 12 anos, e em ferimentos graves no caçula, de 8 anos. Após os atos, Thales cometeu suicídio, deixando a cidade em luto e sob uma nuvem de questionamentos sobre os motivos por trás de tamanha violência doméstica.

Os fatos se desenrolaram na residência da família, um imóvel de alto padrão na região central da cidade. De acordo com relatos iniciais, a esposa de Thales e mãe das crianças estava em viagem a trabalho no momento do incidente, o que pode ter contribuído para o isolamento do secretário. Publicações em redes sociais feitas por ele horas antes do ocorrido revelavam um tom de despedida e acusações vagas, sugerindo um estado emocional abalado, possivelmente agravado por pressões profissionais ou pessoais.

A investigação policial, conduzida pela Polícia Civil de Goiás com apoio da Militar, revelou detalhes perturbadores sobre a cena do crime. Um forte odor de gasolina permeava o ambiente, indicando uma possível tentativa de incendiar o local após os disparos. Essa hipótese ganha força com a descoberta de galões vazios no imóvel, cada um com capacidade para cerca de 5 litros, espalhados de forma estratégica, o que sugere um plano premeditado para destruir evidências ou o próprio patrimônio.

Quanto ao armamento utilizado, a perícia confirmou que se tratava de uma pistola Glock calibre .380, devidamente registrada e regularizada em nome de Thales. Não há indícios de irregularidades no porte ou na aquisição da arma, o que descarta, por ora, qualquer violação às leis de controle de armas no Brasil. Esse aspecto legal da posse reforça o debate sobre o acesso facilitado a armas de fogo em contextos familiares, especialmente em casos de instabilidade emocional.

A criança sobrevivente, ferida por tiros, foi socorrida em estado grave e transferida para um hospital em Goiânia, onde permanece em tratamento intensivo. Médicos relatam que seu quadro é estável, mas a recuperação física e psicológica será longa e complexa. A ausência da mãe no momento do crime adiciona uma camada de trauma à família, que agora lida com a perda irreparável e a busca por respostas em meio ao luto coletivo.

A repercussão na cidade de Itumbiara foi imediata, com manifestações de solidariedade e comoção pública. O prefeito Dione Araújo, sogro de Thales, emitiu uma nota oficial expressando profunda tristeza e pedindo privacidade para a família. Comunidades locais organizaram vigílias e campanhas de apoio psicológico, destacando a necessidade de maior atenção à saúde mental, especialmente entre figuras públicas sujeitas a altos níveis de estresse.

Enquanto a investigação prossegue, sem evidências de envolvimento de terceiros até o momento, o caso é tratado como homicídio consumado, tentativa de homicídio e autoextermínio. Especialistas em criminologia apontam para a importância de sinais preventivos, como mudanças comportamentais e postagens nas redes, que poderiam ter alertado para o risco iminente. Essa tragédia serve como um lembrete doloroso sobre as fragilidades humanas e a urgência de redes de apoio mais robustas na sociedade.

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