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Professor brasileiro se escondeu com alunos em escola no Canadá durante ataque

Um professor brasileiro radicado no Canadá viveu momentos de terror durante um atentado a tiros em uma escola na província da Colúmbia Britânica. Jarbas Noronha, que leciona mecânica automotiva na Tumbler Ridge Secondary School, estava em plena aula quando o incidente ocorreu, transformando um dia comum em uma experiência traumática para ele e seus alunos. O evento, que chocou a comunidade local e reverberou internacionalmente, destacou mais uma vez as vulnerabilidades do sistema educacional diante de atos de violência extrema.

O atentado aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2026, deixando um saldo trágico de 10 mortos, incluindo a atiradora que cometeu suicídio, e cerca de 25 feridos. Noronha, alertado por um aluno que ouviu disparos, agiu rapidamente para proteger sua turma do 12º ano. Ele trancou as portas da oficina e improvisou barricadas com bancos de metal, mantendo todos em segurança por mais de duas horas até a chegada das autoridades. Essa reação instintiva salvou vidas e demonstrou a resiliência humana em meio ao caos.

Em uma publicação nas redes sociais, Noronha expressou sua angústia com palavras que ecoaram globalmente: “Não desejo a nenhuma criança em idade escolar que tenha que passar o que meus alunos passaram hoje. Ainda processando. Nossa sociedade está doente.” Essa declaração reflete não apenas o impacto pessoal do professor, mas também uma crítica mais ampla aos problemas sociais que fomentam tais tragédias, como o acesso facilitado a armas e a saúde mental negligenciada.

A escola, localizada em uma pequena cidade mineradora, não estava preparada para um evento dessa magnitude, o que amplificou o pânico entre alunos, professores e familiares. Testemunhas relataram cenas de confusão, com sirenes ecoando e equipes de emergência correndo para o local. Noronha, imigrante brasileiro que buscava novas oportunidades no Canadá, encontrou-se no centro de um pesadelo que transcende fronteiras, unindo experiências de violência escolar vistas em diversos países.

O episódio reacende debates sobre medidas de segurança nas instituições de ensino. No Canadá, onde atentados em escolas são raros comparados aos Estados Unidos, o governo provincial anunciou investigações imediatas para entender as falhas no sistema de detecção e prevenção. Noronha, ao compartilhar sua história, contribui para essa discussão, enfatizando a necessidade de protocolos mais rigorosos e suporte psicológico para vítimas e sobreviventes.

Para o professor, o processo de recuperação será longo. Ele mencionou estar “ainda processando” o ocorrido, o que ilustra o trauma psicológico que persiste após o fim da ameaça física. Seus alunos, adolescentes no limiar da vida adulta, enfrentam agora o desafio de retomar a rotina escolar em um ambiente marcado pela dor, exigindo intervenções especializadas para mitigar os efeitos a longo prazo.

Essa tragédia serve como um lembrete doloroso de que a violência pode irromper em qualquer lugar, independentemente da nação ou do contexto cultural. A declaração de Noronha ressoa como um apelo por uma sociedade mais saudável, onde as crianças possam aprender sem medo, e inspira reflexões sobre como comunidades globais podem se unir para prevenir futuros incidentes semelhantes.

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