Professora de 44 anos morre após carro capotar em Birigui

A manhã de domingo, 15 de março de 2026, começou de forma tranquila para muitos moradores do interior paulista. Mas, em um trecho da Rodovia Deputado Roberto Rollemberg (SP-461), na altura da cidade de Birigui, um acidente de trânsito transformou o clima do dia e deixou a região em luto.
A colisão ocorreu por volta das primeiras horas da manhã, no quilômetro 21 da rodovia, nas proximidades do Residencial Pedro Marin Berbel. No local, um Fiat Palio acabou capotando após sofrer um impacto na parte traseira. Dentro do veículo estavam cinco pessoas.
Entre os ocupantes estava a professora Thais Sales Severo, de 44 anos. Ela não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pouco depois de dar entrada no pronto-socorro municipal. As outras quatro pessoas que estavam no carro sofreram ferimentos considerados leves e receberam atendimento médico.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar Rodoviária, o veículo seguia no sentido de Buritama para Bilac quando os ocupantes sentiram um impacto forte vindo da parte traseira. Com o choque, o motorista perdeu o controle da direção e o carro acabou saindo da pista e capotando na canaleta lateral da rodovia.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas rapidamente e prestaram os primeiros atendimentos no local. As vítimas foram retiradas do veículo e encaminhadas ao hospital de Birigui para avaliação médica.
Um detalhe da ocorrência chamou a atenção das autoridades e passou a fazer parte central da investigação. Testemunhas relataram que o motorista de uma caminhonete preta, que teria se envolvido na colisão, chegou a parar logo após o acidente. Segundo os relatos, ele teria conversado com algumas pessoas no local e até afirmado que ajudaria as vítimas.
No entanto, pouco tempo depois, o condutor voltou ao veículo e deixou o local antes da chegada da polícia. A saída inesperada levantou questionamentos e agora é um dos pontos investigados pelas autoridades.
No hospital, os profissionais de saúde confirmaram que Thais Sales Severo não resistiu aos ferimentos. A notícia rapidamente se espalhou entre conhecidos e moradores da região de Guararapes, cidade onde a professora vivia.
Nas redes sociais, amigos e ex-alunos passaram a publicar mensagens lembrando momentos vividos com ela. Muitos destacaram o carinho com que a educadora tratava seus alunos e o compromisso que demonstrava com a profissão.
Enquanto isso, na rodovia, equipes da Polícia Científica realizaram os trabalhos de perícia. A análise da cena do acidente deve ajudar a esclarecer com mais precisão como a colisão ocorreu e qual foi a dinâmica do capotamento.
O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor — quando não há intenção — além de evasão do local do acidente. A Polícia Civil agora conduz a investigação e trabalha para identificar o motorista da caminhonete envolvida.
Câmeras de segurança instaladas em trechos da rodovia e em acessos próximos à cidade podem ajudar a localizar o veículo e reconstruir o trajeto feito após o acidente.
O corpo da professora foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Araçatuba, onde passou pelos procedimentos legais antes de ser liberado para a família.
A tragédia também reacende um debate recorrente no país: a importância da responsabilidade no trânsito. Em rodovias movimentadas, segundos de distração ou decisões precipitadas podem gerar consequências profundas para várias famílias.
No caso de Birigui, além da investigação policial em andamento, permanece a lembrança de uma professora que, segundo quem conviveu com ela, dedicava boa parte do seu tempo à educação e à formação de jovens. Uma história interrompida cedo demais e que agora deixa saudade entre familiares, amigos e alunos.





