Notícias

Quem são as vítimas? Identificadas as pessoas que perderam a vida nas chuvas em Juiz de Fora

Tragédia em Juiz de Fora: cidade chora vítimas após chuvas intensas e deslizamentos

Juiz de Fora amanheceu diferente nos últimos dias. O som constante da chuva deu lugar ao silêncio marcado pela dor. As fortes precipitações que atingiram a cidade provocaram deslizamentos de terra e inundações em diversos bairros, alterando a rotina de milhares de moradores e deixando um rastro de perdas irreparáveis. Ruas foram tomadas pela água, casas ficaram comprometidas e famílias inteiras passaram a enfrentar, além dos danos materiais, o impacto emocional de despedidas inesperadas.

Entre as vítimas estão crianças, adolescentes, trabalhadores e moradores antigos da cidade, pessoas que faziam parte do cotidiano de escolas, universidades e bairros tradicionais. Bernardo Lopes Dutra, estudante do 7º ano do Colégio de Aplicação João XXIII, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), é lembrado por colegas e professores como um aluno dedicado e participativo. A notícia de sua partida comoveu profundamente a comunidade escolar, que suspendeu atividades para prestar homenagens.

A tragédia também atingiu profissionais da educação, como Carla Teixeira, do Centro de Educação a Distância (Cead/UFJF), cuja atuação era reconhecida pelo comprometimento com o ensino público. Arminda de Fátima Soa, de 63 anos, moradora do bairro Esplanada, teve sua história marcada pela convivência próxima com vizinhos e amigos que agora se reúnem para oferecer apoio à família. Cada nome divulgado representa uma trajetória interrompida e uma rede de afetos impactada.

Entre as crianças, a dor ganha contornos ainda mais sensíveis. Maitê Cedlia Pereira Fernandes, de apenas 5 anos, aluna da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves, é lembrada pelo sorriso fácil e pela alegria nas atividades escolares. Na mesma instituição estudavam Arthur Rafael de Oliveira Machado, Miguel Carlos da Silva Machado e Rosimeire do Carmo de Oliveira Souza, cujas ausências deixam salas de aula marcadas por lembranças e homenagens. Na Escola Municipal Batista Oliveira, Kaleb Marques Reis dos Santos e Ramom Rafael Araújo de Almeida também são lembrados com carinho por colegas e professores.

A comoção se espalhou rapidamente pelas redes sociais. A Universidade Federal de Juiz de Fora e o Cead publicaram notas de pesar destacando a importância das vítimas para a comunidade acadêmica e reforçando a solidariedade às famílias. As escolas envolvidas organizaram momentos de acolhimento, com apoio psicológico para alunos, pais e profissionais. As mensagens compartilhadas mostram uma cidade que, mesmo fragilizada, busca forças na união e no cuidado coletivo.

Além da dor emocional, a mobilização institucional foi intensa. Equipes de resgate atuaram em áreas afetadas desde as primeiras horas das ocorrências, enquanto profissionais de saúde e peritos trabalharam na identificação das vítimas. Médicos legistas de Belo Horizonte foram chamados para reforçar os procedimentos técnicos, garantindo que cada família pudesse realizar as despedidas com dignidade. O Cemitério Municipal de Juiz de Fora organizou os sepultamentos, transformando o espaço em cenário de despedidas marcadas por silêncio e orações.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF) também divulgou nota em memória de Deogracia Aurélia Fernandes, contratada do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), ressaltando sua dedicação ao serviço público. Moradores do bairro de Lourdes lamentaram a partida de Neuza Mageste, destacando sua participação ativa na comunidade. Em cada canto da cidade, relatos emocionados reforçam o sentimento de perda compartilhada.

Especialistas alertam que eventos climáticos intensos têm se tornado mais frequentes, exigindo investimentos constantes em prevenção, monitoramento e infraestrutura urbana. Enquanto as autoridades avaliam os danos e planejam ações emergenciais, Juiz de Fora tenta reorganizar a rotina, limpar ruas e reconstruir lares. No entanto, a reconstrução mais difícil será a emocional, feita aos poucos, com apoio mútuo e memória viva daqueles que partiram.

A tragédia recente deixa uma reflexão profunda sobre a importância da solidariedade em momentos de crise. Em meio às dificuldades, a cidade demonstra que a empatia pode transformar dor em acolhimento. Que as histórias das vítimas permaneçam vivas na lembrança de familiares, amigos e colegas, e que a união da comunidade seja a base para dias mais seguros e esperançosos. Se você deseja prestar apoio, compartilhe mensagens de conforto e acompanhe os canais oficiais para informações sobre campanhas solidárias.

CONTINUAR LENDO →
Mostrar mais