SBT recalcula rota sobre Luciana Gimenez, diz Metrópoles

O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) decidiu reavaliar sua estratégia em relação à possível contratação da apresentadora Luciana Gimenez, após o surgimento de uma polêmica envolvendo o nome dela em documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A informação, divulgada por uma coluna especializada em celebridades, aponta para uma mudança de planos na emissora, que inicialmente demonstrava interesse em integrar Gimenez à sua grade de programação. O episódio reflete a sensibilidade do mercado televisivo brasileiro a controvérsias internacionais, especialmente aquelas ligadas a figuras públicas de alto perfil.
A reunião entre Luciana Gimenez e executivos do SBT ocorreu no início de fevereiro de 2026, com o objetivo de discutir oportunidades profissionais. Fontes internas da emissora indicavam que as negociações estavam avançadas, com potencial para Gimenez assumir um novo programa ou participar de projetos especiais. No entanto, o timing coincidiu com a divulgação de arquivos judiciais nos Estados Unidos, o que gerou repercussão imediata nas redes sociais e na imprensa.
O caso Jeffrey Epstein, que envolve acusações de tráfico sexual e exploração de menores por parte do financista falecido, teve novos documentos liberados pelo Departamento de Justiça americano. Nesses arquivos, o nome de Luciana Gimenez aparece associado a transferências bancárias realizadas pelo Deutsche Bank, incluindo valores significativos, como cerca de 12 milhões de dólares em uma das movimentações. Embora não haja acusações diretas contra ela, a mera menção provocou questionamentos sobre possíveis conexões financeiras.
Luciana Gimenez reagiu rapidamente à controvérsia, emitindo uma nota oficial em suas redes sociais e para veículos de comunicação. Ela afirmou categoricamente que nunca conheceu Jeffrey Epstein e que não manteve qualquer tipo de relação pessoal, profissional ou financeira com ele. A apresentadora atribuiu as menções a uma vinculação indevida por parte do banco, possivelmente relacionada a transações internas envolvendo contas dela e de seus familiares.
De acordo com a nota, Gimenez repudiou qualquer associação com crimes ou atividades ilícitas, enfatizando sua disposição em colaborar com autoridades, se necessário. Ela destacou que as transferências citadas seriam decorrentes de operações legítimas e rotineiras, sem qualquer ligação com Epstein ou sua rede. Essa defesa pública visou mitigar os danos à sua imagem, mas não evitou o impacto na percepção do público e de potenciais empregadores.
Diante da repercussão negativa, o SBT optou por “recalcular a rota”, conforme descrito por fontes próximas à emissora. Isso significa uma abordagem mais cautelosa nas negociações, com análises adicionais sobre o risco reputacional envolvido. A decisão reflete uma tendência crescente nas mídias tradicionais de priorizar a integridade de sua marca em meio a escândalos globais, mesmo quando não há provas concretas de irregularidades.
O episódio ilustra os desafios enfrentados por celebridades brasileiras em um contexto de exposição internacional, onde associações indiretas podem influenciar carreiras. Enquanto Gimenez busca esclarecer os fatos, o SBT continua a monitorar a situação, deixando em aberto o futuro das discussões. Esse caso pode servir de alerta para outras emissoras sobre a importância de due diligence em contratações de alto impacto.





