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Segundo filho baleado por secretário em Goiás não resistiu, confirma polícia

A cidade de Itumbiara, no sul de Goiás, amanheceu mais silenciosa nesta sexta-feira. A notícia que circulou ainda no início da tarde abalou moradores, servidores públicos e famílias inteiras. Morreu, aos 8 anos, Benício Araújo Machado, filho do secretário de Governo do município. Ele estava internado desde a madrugada de quinta-feira, quando tudo aconteceu.

Benício era o segundo filho de Thales Machado, de 40 anos, integrante da gestão municipal. O caso rapidamente ganhou repercussão regional e foi confirmado pela Polícia Civil de Goiás, além de pessoas próximas ao hospital onde o menino estava internado. Desde o primeiro momento, o estado de saúde dele era considerado gravíssimo.

A criança estava sob cuidados intensivos no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos. Profissionais da unidade lutaram por dias para estabilizar o quadro, mas, infelizmente, Benício não resistiu. A confirmação da morte gerou comoção imediata nas redes sociais e em grupos de mensagens da cidade.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o episódio começou na madrugada de quinta-feira. O pai teria disparado contra os dois filhos e, em seguida, tirado a própria vida. O irmão mais velho também foi atingido. A investigação segue em andamento para esclarecer detalhes e circunstâncias.

Em uma carta de despedida publicada em rede social pouco antes do ocorrido, Thales pediu desculpas a familiares e amigos. No texto, mencionou dificuldades no casamento e relatou ter descoberto uma suposta traição. A publicação, que circulou rapidamente entre conhecidos, foi posteriormente retirada do ar, mas já havia sido compartilhada por diversos usuários.

Em cidades do interior, onde muitos se conhecem pelo nome, a dor parece ainda mais próxima. Itumbiara não é uma metrópole distante dos acontecimentos; é uma comunidade onde pais se encontram na porta da escola e servidores públicos dividem o café no meio da tarde. Por isso, o impacto foi sentido de forma intensa.

Nos últimos anos, o debate sobre saúde emocional e conflitos familiares tem ganhado espaço no Brasil. Campanhas como o Setembro Amarelo reforçam a importância de buscar ajuda e falar sobre sentimentos difíceis. Ainda assim, casos como esse mostram que, muitas vezes, o sofrimento acontece de maneira silenciosa, dentro de casa, longe dos olhos de amigos e colegas.

A prefeitura não divulgou nota extensa até o fechamento desta matéria, mas pessoas próximas à família relataram que o clima é de profunda tristeza. Escolas da rede municipal também comentaram o assunto de forma cuidadosa, reforçando apoio psicológico aos alunos que se sentiram abalados com a notícia.

É difícil encontrar palavras quando uma criança parte de forma tão precoce. Benício tinha apenas 8 anos. Idade de uniforme escolar ainda grande no corpo, de desenhos espalhados pela casa e de sonhos que estavam só começando. A perda interrompe uma história que mal havia começado a ser escrita.

Enquanto a investigação segue seu curso, a cidade tenta retomar a rotina. Mas não é simples. Conversas nas padarias, nos corredores da prefeitura e nas portas das escolas revelam o mesmo sentimento: incredulidade.

Diante de episódios assim, especialistas reforçam a importância de procurar ajuda profissional em momentos de crise emocional. Conversar, pedir apoio, dividir angústias pode parecer difícil, mas é essencial. A tragédia deixa marcas profundas e também um alerta: cuidar da saúde mental não é fraqueza, é necessidade.

Itumbiara agora se despede de um menino que se tornou símbolo de uma dor coletiva. E, entre o luto e o silêncio, fica a esperança de que histórias como essa possam ser evitadas no futuro por meio de diálogo, acolhimento e atenção às pessoas ao nosso redor.
 

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