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Surge nova descoberta sobre crianças de Bacabal

O caso das crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, continua mobilizando autoridades e despertando atenção em todo o país. Novas informações apresentadas recentemente trouxeram um olhar mais detalhado sobre o que pode ter acontecido com os pequenos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Anderson Kauã, de quatro. Quem comentou os avanços das investigações foi o delegado responsável pelo caso, Éderson Martins.

Durante uma audiência realizada no Senado Federal do Brasil, o delegado explicou como as buscas evoluíram desde o início do desaparecimento. Segundo ele, a equipe chegou ao local inicialmente com a expectativa de encontrar indícios de um possível crime. No entanto, essa linha de investigação começou a mudar poucos dias depois.

Isso aconteceu quando Anderson Kauã foi localizado três dias após o desaparecimento. O menino foi o único do grupo encontrado até agora, e seu relato ajudou a reconstruir parte do que teria ocorrido. De acordo com o delegado, Kauã explicou a profissionais da área de saúde e também aos investigadores que as crianças teriam se perdido dentro da mata enquanto caminhavam.

“O que ele relatou, tanto para a psicóloga quanto para a psiquiatra, foi que eles caminharam, deram algumas voltas e acabaram se desorientando”, contou o delegado. A partir desse depoimento, os investigadores passaram a considerar com mais força a hipótese de que as crianças tenham se perdido em uma área de floresta da região.

Outro ponto importante mencionado na audiência foi um pequeno casebre conhecido pelos moradores locais como “casa caída”. O local fica em meio à mata e teria sido o último ponto onde os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael foram vistos juntos. Algumas pessoas questionaram se crianças pequenas conseguiriam chegar até aquela área, considerada distante. O delegado, no entanto, afirmou que a equipe decidiu testar essa possibilidade durante as buscas.

Segundo ele, investigadores e moradores que conhecem bem a região fizeram o mesmo percurso. O trajeto levou entre quatro horas e meia e cinco horas para ser completado. Para os profissionais envolvidos, isso demonstra que, mesmo sendo um caminho difícil, seria possível chegar ao ponto indicado.

“Levamos esse tempo porque conhecíamos o trajeto. As crianças poderiam ter demorado mais justamente por estarem perdidas”, explicou Martins durante a audiência.

A reconstituição do caminho com a participação de Anderson Kauã também trouxe elementos que chamaram a atenção da equipe. Durante o procedimento, o menino mostrou bastante familiaridade com o ambiente da mata e caminhou com rapidez pelo terreno.

De acordo com o delegado, houve momentos em que o garoto escolheu caminhos mais fechados, mesmo quando havia passagens mais abertas disponíveis. Alguns investigadores, inclusive, tiveram dificuldade em acompanhar o ritmo dele.

“Percebemos que ele tem facilidade em circular naquele ambiente”, relatou o delegado. Essa observação reforçou a percepção dos investigadores sobre a autonomia do menino durante o trajeto. Outro aspecto destacado foi a capacidade de memória de Kauã. Segundo Martins, o garoto conseguiu descrever detalhes do percurso e do local onde os irmãos teriam parado pela última vez.

Os cães farejadores utilizados nas buscas também tiveram papel fundamental. Foi com a ajuda deles que a equipe conseguiu localizar a chamada casa caída cerca de dez dias após o desaparecimento. Quando os investigadores chegaram ao local, perceberam que o cenário era bastante semelhante ao descrito pelo menino. Posteriormente, Kauã voltou ao ponto indicado e confirmou que aquele era o lugar mencionado em seu relato.

As buscas continuam, e o caso segue sendo acompanhado com atenção por autoridades e pela população. Enquanto novas pistas são analisadas, a esperança é de que as investigações consigam esclarecer completamente o que aconteceu naquele dia na região de Bacabal.

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