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Tragédia na Colômbia: queda de avião militar já soma 66 mortos

O número de mortos após a queda de um avião militar no sul da Colômbia subiu para 66, segundo informações oficiais divulgadas nesta terça-feira (24). O acidente, ocorrido na segunda-feira (23), já é considerado o mais grave no país desde a tragédia aérea envolvendo a equipe da Chapecoense, em 2016. As autoridades seguem investigando as causas do desastre, enquanto familiares das vítimas aguardam respostas em meio ao luto.

De acordo com o Exército colombiano, outras 57 pessoas conseguiram sobreviver ao impacto. Os sobreviventes foram resgatados e encaminhados para atendimento médico em diferentes cidades. Oito deles foram levados para Florencia, enquanto a maioria, 49 feridos, foi transferida para Bogotá. Na capital, parte das vítimas recebe cuidados no Hospital Militar Central, enquanto outros permanecem em uma unidade de saúde das Forças Armadas, sem ferimentos considerados graves.

A aeronave envolvida no acidente era um modelo Lockheed C-130 Hercules, amplamente utilizado em operações militares ao redor do mundo. O avião caiu nas proximidades do município de Puerto Leguízamo, localizado no departamento de Putumayo, uma região de difícil acesso, onde o transporte depende basicamente de vias fluviais ou aéreas. Essa limitação logística dificultou o trabalho inicial das equipes de resgate, que precisaram agir rapidamente diante da gravidade da situação.

Segundo o comandante da Força Aeroespacial Colombiana, o avião apresentou falhas logo após a decolagem. Ainda não há detalhes conclusivos sobre o tipo de problema enfrentado pela aeronave, mas a hipótese de falha técnica é uma das principais linhas de investigação. Testemunhas relataram momentos de tensão antes da queda, indicando que parte dos ocupantes tentou deixar o avião em uma tentativa desesperada de escapar do impacto.

Autoridades locais confirmaram que alguns passageiros saltaram da aeronave ainda no ar, o que resultou em ferimentos graves. Equipes médicas que atuam no atendimento às vítimas classificam o estado de alguns sobreviventes como crítico. O cenário descrito pelos socorristas reforça a dimensão da tragédia e o nível de desespero enfrentado pelos ocupantes nos momentos finais do voo.

O governador de Putumayo manifestou solidariedade às famílias das vítimas e destacou as dificuldades estruturais da região, que impactam diretamente a resposta a emergências. Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, comentou o caso publicamente e afirmou que o governo irá acelerar processos relacionados à modernização das Forças Armadas, incluindo a aquisição de novos equipamentos.

Em declaração nas redes sociais, Petro também criticou gestões anteriores, levantando questionamentos sobre a qualidade dos equipamentos adquiridos no passado. O acidente reacende o debate sobre a manutenção e renovação da frota militar colombiana, além de colocar pressão sobre as autoridades para esclarecer rapidamente as causas da tragédia. Enquanto isso, o país acompanha com atenção o desenrolar das investigações e presta homenagens às vítimas.

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