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Trinta anos depois, foi isso que foi encontrado intacto ao exumar o corpo de Dinho, do Mamonas Assassinas

Quase três décadas após o trágico acidente aéreo que vitimou os integrantes dos Mamonas Assassinas, uma descoberta surpreendente veio à tona durante a exumação dos restos mortais da banda. A jaqueta usada por Dinho, o icônico vocalista do grupo, foi encontrada intacta no caixão, preservada de forma impressionante apesar dos anos passados. O evento ocorreu no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, São Paulo, e reacendeu memórias afetivas entre fãs e familiares.

A exumação, realizada na última segunda-feira, faz parte de um projeto inovador idealizado pelas famílias dos músicos. Denominado Memorial Vivo, o plano visa transformar as cinzas dos falecidos em adubo para o plantio de árvores em um BioParque, criando um tributo ecológico e simbólico à legado da banda. Essa iniciativa marca os 30 anos da morte do grupo, ocorrida em 2 de março de 1996, e busca perpetuar sua memória de maneira sustentável.

Os Mamonas Assassinas explodiram na cena musical brasileira nos anos 1990 com hits irreverentes como “Pelados em Santos” e “Vira-Vira”, conquistando milhões de fãs com seu humor escrachado e energia contagiante. Formada por Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli, a banda teve uma carreira meteórica, interrompida bruscamente por um acidente de avião na Serra da Cantareira, que ceifou a vida de todos os membros e tripulantes.

Jorge Santana, primo de Dinho e atual CEO da marca Mamonas, expressou sua emoção ao relatar a condição da jaqueta. “Estava como se tivesse sido colocada ontem”, disse ele, destacando o estado impecável da peça, separada dos restos mortais. A descoberta gerou espanto e reflexões sobre a durabilidade de objetos pessoais em contextos funerários, adicionando um toque de mistério à narrativa.

O processo de exumação envolveu cuidados especiais para respeitar as tradições familiares e as normas sanitárias. Equipes técnicas garantiram que tudo fosse conduzido com dignidade, preparando as cinzas para a próxima fase do projeto. Essa etapa não apenas honra os músicos, mas também promove discussões sobre luto e preservação ambiental no Brasil contemporâneo.

Quanto à jaqueta, a família avalia opções para sua preservação e exposição. Há planos de tratá-la profissionalmente e emoldurá-la em um memorial dedicado à banda, permitindo que fãs visitem e relembrem o carisma de Dinho. Essa peça de roupa, símbolo de uma era musical vibrante, pode se tornar um artefato cultural acessível ao público.

A redescoberta da jaqueta reforça o impacto duradouro dos Mamonas Assassinas na cultura pop brasileira, inspirando novas gerações a celebrarem sua irreverência. Em um momento de reflexão coletiva, o episódio une nostalgia e inovação, provando que o legado de artistas como Dinho transcende o tempo e as adversidades.

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