Vários casos da Mpox estão sendo confirmados no Brasil e autoridades ficam em alerta

A confirmação de três casos de mpox em Minas Gerais em 2026 acendeu o sinal de alerta das autoridades de saúde e trouxe novamente o tema para o centro das atenções. Embora a doença já seja conhecida pelos órgãos sanitários, cada novo registro reforça a necessidade de informação clara e acessível para a população, especialmente diante da facilidade de transmissão em situações de contato próximo.
A mpox é uma infecção viral que pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio do contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e gotículas respiratórias eliminadas durante a fala, tosse ou espirro. Também há risco de contágio ao compartilhar objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios de uso pessoal, o que amplia a importância dos cuidados no ambiente doméstico.
O período de incubação varia, em média, de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias, intervalo em que a pessoa pode não apresentar sintomas evidentes. Esse detalhe exige atenção redobrada, pois o reconhecimento precoce dos sinais é essencial para interromper cadeias de transmissão e buscar orientação médica no momento adequado.
Os sintomas iniciais costumam ser confundidos com os de uma gripe comum, o que pode atrasar o diagnóstico. Febre súbita é frequentemente o primeiro sinal, acompanhada de dor de cabeça intensa, dores musculares e nas costas, além de cansaço acentuado que interfere nas atividades diárias.
Um dos diferenciais da mpox em relação a outras infecções virais é o inchaço dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço, nas axilas e na virilha. Esse sintoma, associado ao quadro febril, pode servir como indicativo importante para que o paciente procure avaliação médica e receba as orientações adequadas.
Entre um e três dias após o início da febre, surgem as lesões na pele, consideradas a principal característica da doença. Elas começam como manchas planas, evoluem para pequenas bolhas com líquido e, posteriormente, formam crostas que secam e caem naturalmente, processo que pode durar algumas semanas e exige cuidados para evitar complicações e transmissão.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para conter novos casos. Evitar contato direto com pessoas que apresentem sintomas, não compartilhar objetos de uso pessoal, higienizar as mãos com frequência e utilizar máscara ao lidar com casos suspeitos são medidas fundamentais. Ao perceber qualquer sintoma compatível com a doença, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e reduzir o contato com outras pessoas, contribuindo para a proteção individual e coletiva.





