Wagner Moura não poupou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante um evento internacional

A presença de Wagner Moura, 49, no tapete vermelho do BAFTA Awards, em Londres, marcou um dos momentos mais comentados da atual temporada internacional de cinema. Durante sua passagem pela cerimônia, o ator falou à revista Deadline sobre a trajetória recente do cinema brasileiro e também comentou o cenário político do país. A expectativa em torno de sua participação era alta, já que o filme O Agente Secreto representava o Brasil em uma das principais categorias da premiação britânica.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa chegou ao Bafta após uma trajetória marcada por reconhecimento internacional. A produção concorreu ao prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, disputando espaço com obras de diferentes países. Apesar de não conquistar a estatueta, a indicação foi vista como um marco importante para o audiovisual brasileiro, consolidando a presença do país entre as produções de destaque no circuito mundial.
Durante a entrevista no evento, Wagner Moura avaliou que o Brasil vive um novo momento institucional. Segundo ele, o país voltou a ser uma democracia e, por isso, compreende a importância da cultura como elemento central de identidade e desenvolvimento. O ator destacou ainda que políticas públicas de incentivo ao setor são essenciais para manter a produção ativa e competitiva no cenário internacional.
Ao mencionar declarações do diretor do filme, Moura reforçou que o sistema de financiamento cultural brasileiro é considerado eficiente por profissionais da área. Ele lembrou que, em anos anteriores, houve discussões sobre mudanças nesse modelo durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o ator, a manutenção de mecanismos de apoio à cultura é fundamental para garantir diversidade de narrativas e ampliar o alcance das obras nacionais.
O desempenho de O Agente Secreto na temporada de premiações também incluiu destaque em festivais internacionais. Antes do Bafta, o longa foi exibido no Festival de Cannes, onde recebeu reconhecimento da crítica especializada. A produção ganhou projeção global e passou a ser apontada como uma das apostas brasileiras para o Oscar 2026, ampliando a visibilidade do elenco e da equipe técnica.
Apesar de Moura não ter figurado entre os indicados ao prêmio de Melhor Ator no Bafta, nem mesmo na pré-lista divulgada anteriormente, sua atuação no filme segue sendo comentada por veículos internacionais. O artista, que já construiu carreira sólida no Brasil e no exterior, voltou a atrair atenção para o cinema nacional em um momento considerado estratégico para a indústria criativa do país. A repercussão de suas declarações também ganhou espaço nas redes sociais e em portais especializados.
A participação brasileira na premiação britânica reforça a retomada do protagonismo do país em grandes eventos culturais. Mesmo sem levar o troféu, a presença entre os indicados amplia o alcance das produções nacionais e fortalece o diálogo com o mercado internacional. Com a aproximação de novas premiações globais, a trajetória de O Agente Secreto mantém o Brasil no centro das discussões sobre cinema contemporâneo e políticas culturais.





