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Polícia conclui inquérito sobre Thales, o secretário de Itumbiara

A Polícia Civil de Goiás concluiu as investigações sobre a trágica morte do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, e de seus dois filhos, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8 anos. O incidente ocorreu na madrugada de 12 de fevereiro de 2026, em um apartamento no Condomínio Paraíso, na cidade goiana. De acordo com as apurações, Thales atirou contra os filhos antes de tirar a própria vida, configurando um caso de duplo homicídio seguido de suicídio. Essa linha de investigação foi mantida desde o início, sem indícios de envolvimento de terceiros.

Naquela noite fatídica, Thales estava sozinho com as crianças, enquanto a mãe delas viajava para São Paulo. Vizinhos relataram ter sido alertados por uma postagem nas redes sociais do secretário, que continha indícios de despedida. Ao chegarem ao local, encontraram Thales deitado na cama com uma pistola sobre o peito, e os filhos gravemente feridos. Miguel não resistiu aos ferimentos e faleceu no mesmo dia, enquanto Benício foi socorrido em estado gravíssimo, mas também veio a óbito posteriormente.

Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, ocupava o cargo de secretário de Governo na prefeitura de Itumbiara desde 2021. Ele era genro do prefeito Dione Araújo, do União Brasil, e pai dedicado, segundo relatos de conhecidos. A família era conhecida na comunidade local por seu envolvimento em atividades políticas e sociais. No entanto, indícios apontam para uma crise conjugal como possível motivador do ato extremo, com menções a uma carta deixada por Thales revelando sentimentos de traição e desespero.

Desde o registro do ocorrido, o Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara, sob comando do delegado Felipe Soares Sala, assumiu o caso. Perícias criminais e médico-legais foram realizadas rapidamente, incluindo análises balísticas e toxicológicas. A polícia descartou qualquer hipótese de crime externo, baseando-se em evidências como a posição dos corpos, a arma utilizada – uma Glock calibre .380 – e a ausência de sinais de arrombamento ou luta.

Nos dias seguintes à tragédia, boatos circularam nas redes sociais sugerindo reviravoltas na investigação, como possíveis novas linhas que alterariam a autoria do crime. A Polícia Civil emitiu notas oficiais desmentindo essas especulações, afirmando que o inquérito prosseguia sem alterações no escopo inicial. Essas manifestações visaram conter a disseminação de informações falsas e preservar a integridade das apurações.

O inquérito foi finalizado nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, confirmando a classificação como duplo homicídio seguido de suicídio. Os detalhes completos, incluindo motivações mais profundas e resultados periciais, serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para a manhã de sexta-feira, 27 de fevereiro. Essa etapa marca o encerramento formal das investigações, preparando o terreno para eventuais desdobramentos judiciais.

A repercussão do caso abalou a comunidade de Itumbiara e gerou debates sobre saúde mental, violência familiar e o impacto de crises pessoais em figuras públicas. O prefeito Dione Araújo, avô das vítimas, manifestou publicamente seu luto, lamentando a perda irreparável. Esse episódio serve como lembrete doloroso da necessidade de apoio psicológico e prevenção de tragédias semelhantes em ambientes familiares.

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